F1 hoje: Aston Martin sofre com falhas e FIA reage a polêmica

A Fórmula 1 viveu mais um dia agitado no Bahrein nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, com a reta final dos testes de pré-temporada marcada por preocupações de confiabilidade, bastidores técnicos e novas decisões da FIA que já impactam o debate para o ciclo de 2026.

O destaque mais delicado ficou com a Aston Martin. Após mais uma interrupção no programa do AMR26, a Honda se pronunciou oficialmente e confirmou que o problema envolveu o sistema de bateria, o que afetou diretamente o plano de testes da equipe. “Nossa última saída com Fernando Alonso ontem revelou um problema relacionado à bateria”, informou a fabricante japonesa, explicando que precisou recorrer a simulações no banco de testes da HRC em Sakura e que, por limitação de componentes da unidade de potência, o trabalho de pista foi reduzido a stints curtos. 

A Honda também deixou claro que a escassez de peças disponíveis pesou na decisão de restringir o cronograma, num momento em que a Aston Martin buscava quilometragem para fechar a pré-temporada com mais respostas. O cenário reforça a leitura de que o time não teve uma preparação linear, já que o programa no Bahrein vinha sendo interrompido por contratempos, inclusive após uma parada de Alonso na pista na quinta-feira. 

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

Fora da pista, a FIA tratou de esfriar a temperatura em outra frente importante do dia: a polêmica envolvendo a taxa de compressão ligada aos motores da Mercedes. A entidade reforçou que o termo “trapaça” não foi usado nas discussões e que o foco das reuniões esteve na interpretação do regulamento e na busca de uma solução técnica que preserve competitividade sem “sufocar a inovação”. O diretor técnico de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou que “nunca houve acusação de ilegalidade” e classificou como natural que surjam soluções que vão além do que as regras pretendiam quando um regulamento é novo. 

Segundo o que foi publicado, a discussão ganhou força após a Mercedes desenvolver um sistema que permitiria taxa de compressão de 18:1, acima dos 16:1 previstos, aproveitando o fato de a medição ocorrer em temperatura ambiente. A matéria também aponta que Ferrari, Audi, Honda e Red Bull Powertrains apoiam uma mudança, com decisão prevista por votação eletrônica no Comitê Consultivo de Unidades de Potência, e ainda condicionada a aval da FIA e da Formula One Management.