F1: Histórico mostra que Audi não chegou só para competir e pode surpreender

A entrada da Audi na Fórmula 1 em 2026 tem gerado bastante expectativa e, para muitos, até algum ceticismo, com muitas pessoas questionando a experiência da marca no automobilismo de alta performance. No entanto, um olhar mais atento ao histórico da Audi revela que a montadora tem uma sólida trajetória de sucesso em diversas categorias, o que a coloca como uma ameaça séria para as grandes equipes da F1.

Diferente da Cadillac, que assumiu integralmente a Sauber, a Audi chega com um time de fábrica, tendo desenvolvido seu próprio motor para a nova era de regulamentos da F1 que entra em vigor em 2026. A marca alemã não entrou na Fórmula 1 apenas para completar o grid, pois tem um plano claro de sucesso imediato, inspirado pela sua experiência em outras categorias.

Um exemplo clássico da eficiência da Audi, vem de sua estreia nas 24 Horas de Le Mans em 1999, quando, com o modelo R8R e R8C, terminou em terceiro e quarto lugar, apesar de problemas mecânicos. No ano seguinte, a Audi deu um show, conquistando uma vitória histórica com um 1-2-3, com a vitória sendo liderada por Frank Biela, Emanuele Pirro e o incomparável Tom Kristensen, que venceria sete vezes em Le Mans ao volante de um Audi.

A história vitoriosa da Audi não se resume a Le Mans. A montadora também se destacou no Rally Dakar, quando em 2024 conquistou sua primeira vitória com o RS e-tron, um modelo totalmente elétrico, com o veterano Carlos Sainz Sr. ao volante. A vitória foi conquistada após 7.900 km de disputa e representou um marco, sendo a primeira vitória de um carro elétrico no Dakar.

Logo Audi
Foto: Audi

O time alemão também fez história nas primeiras edições da Fórmula E. Com Lucas di Grassi, a equipe conquistou a primeira vitória da história da categoria em Pequim e foi campeã do Mundial de Pilotos em 2017-2018, antes de se retirar após a temporada de 2021. O domínio da Audi em categorias elétricas mostra que a marca está mais do que preparada para os desafios da nova Fórmula 1.

Embora a Audi reconheça a grandeza do desafio de entrar na F1, o CEO Gernot Dollner afirmou que a ambição da marca é clara: “Queremos vencer, mas sabemos que não se torna uma equipe de topo da noite para o dia”. A marca já indicou 2030 como o ano em que irá tentar uma disputa real pelo título.

Para as equipes líderes, como McLaren, Ferrari, Red Bull Racing e Mercedes, a mensagem é clara: a Audi está chegando, e sua história de vitórias prova que não veio apenas para competir, mas para conquistar vitórias e títulos.



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