A tentativa de Colton Herta de chegar à Fórmula 1 em 2023 terminou de forma frustrante, mesmo com um contrato pronto para assinatura. O americano revelou que o acordo com a AlphaTauri (atual Racing Bulls) só não foi concretizado por falta de sua superlicença da FIA.
O caso ganhou destaque por mostrar como decisões fora da pista podem definir carreiras na F1, já que Herta chegou a ser considerado substituto de Pierre Gasly, quando o francês se transferiu para a Alpine. No entanto, a negativa da FIA ao pedido de exceção feito pela Red Bull Racing (proprietária da Racing Bulls) encerrou qualquer chance imediata de estreia.
Em entrevista ao podcast Beyond the Grid, Herta descreveu o período como uma montanha-russa de expectativas, marcada por conversas frequentes com Helmut Marko, então consultor da Red Bull. Segundo ele, as chances de acerto variavam constantemente, passando de cerca de 80% para 40% de um dia para o outro, o que aumentava a incerteza sobre o desfecho.

Apesar de já ter o contrato em mãos, o piloto não pôde assiná-lo por não atingir os quarenta pontos exigidos para a superlicença, ele possuía apenas trinta e dois. Diante do impasse, decidiu renovar com a Andretti na IndyCar, movimento que acabou sendo decisivo para evitar um cenário ainda pior.
Herta reconheceu que a escolha foi acertada, já que, sem a superlicença, poderia ter ficado sem vaga tanto na F1 quanto na IndyCar. Atualmente, ele segue em busca de uma oportunidade na categoria, competindo na Fórmula 2 e participando de sessões de TL1 com a Cadillac, enquanto trabalha para finalmente cumprir os requisitos necessários e tentar obter os pontos da superlicença.
