Lewis Hamilton minimizou o impacto de possíveis mudanças nas sessões de classificação na Fórmula 1 após o GP do Japão. O piloto indicou que não espera grandes benefícios e ainda alertou que alterações excessivas podem não trazer os resultados esperados.
A discussão ganhou força após ajustes já implementados neste final de semana em Suzuka, com a redução da recarga máxima de energia de 9,0 MJ para 8,0 MJ. A medida busca equilibrar melhor a entrega de potência e o desempenho dos pilotos durante a sessão.
Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, haverá um intervalo de um mês entre Suzuka e a próxima etapa em Miami. Esse período permitirá que equipes e a FIA avaliem possíveis novas mudanças para tornar as voltas de classificação mais intensas.
Mesmo assim, Hamilton demonstrou cautela ao comentar possíveis ajustes: “Não estou esperando muito disso, mas espero que façam algumas grandes mudanças”, afirmou o heptacampeão, sinalizando que não acredita em ganhos imediatos para a Ferrari.
O britânico também explicou que perdeu tempo durante a sessão deste sábado, após uma mudança na forma de utilização da energia. Segundo ele, a alteração ocorreu depois de um momento de instabilidade do carro, o que acabou comprometendo sua volta rápida.

Hamilton ainda afirmou: “Só em termos de desempenho, estamos muito atrás do motor Mercedes, e o que é isso, não sabemos. Se é apenas que eles têm um turbo maior ou mais potência do virabrequim ou outra coisa”, disse ele.
O piloto da Ferrari destacou que a equipe ainda precisa entender melhor a situação para evoluir: “Vamos descobrir. Temos que tentar entender. Temos que trabalhar mais para tentar reduzir a diferença”, acrescentou, reforçando que o foco segue no desenvolvimento.
Por fim, Hamilton explicou por que não acredita que mudanças rápidas tragam solução: “Eu só acho que haverá muitos ‘cozinheiros na cozinha’. Normalmente isso não termina com um bom resultado”, concluiu o britânico, mantendo cautela sobre o impacto das possíveis alterações.
