Lewis Hamilton voltou a demonstrar preocupação com o desempenho da Ferrari na temporada 2026 da Fórmula 1 após o GP de Miami. O heptacampeão questionou a diferença de comportamento entre o SF-26 no simulador e na pista, situação que recebeu apoio público do ex-piloto da Indy e atual comentarista de F1, James Hinchcliffe.
A reclamação do britânico surgiu depois de um final de semana difícil em Miami, onde Hamilton esteve distante do ritmo dos líderes e teve sua atuação mais discreta da temporada até aqui. O problema identificado pelo piloto, levou a Ferrari a alterar sua abordagem para a etapa do Canadá.
Segundo o ex-piloto canadense, as dificuldades de correlação entre simulador e carro real são comuns no automobilismo. Hinchcliffe afirmou já ter passado pela mesma situação ao longo da carreira e destacou que, apesar da evolução tecnológica, ainda existem limitações importantes nesse tipo de ferramenta.
“É muito plausível. Eu já estive nessa situação, já tive essa experiência antes”, afirmou Hinchcliffe no podcast F1 Nation. “No fim das contas, um simulador é exatamente isso: uma simulação. Não é a realidade”.
Hamilton nunca escondeu que não é um grande entusiasta do trabalho em simuladores e prefere focar diretamente na comunicação com seus engenheiros. Mesmo assim, a Ferrari considera o equipamento fundamental para o desenvolvimento do carro e preparação dos finais de semana de corrida.

Para Hinchcliffe, diversos elementos já conseguem ser reproduzidos com grande precisão, incluindo modelos aerodinâmicos, comportamento dos pneus, motor e até características do traçado. Ainda assim, ele acredita que existe um fator impossível de replicar completamente fora do cockpit.
“A única coisa que você não consegue reproduzir é a sensação de pilotar um carro de corrida dentro do cockpit. Você pode fazer a cabine se mover e simular uma pequena parte das forças G que o piloto sente, mas o carro não vai ‘falar’ com você da mesma forma”, acrescentou.
O canadense também relembrou experiências pessoais em que o acerto parecia funcionar no simulador, mas apresentava uma sensação completamente diferente quando aplicado no carro real: “Já tive situações em que o carro parecia de um jeito no simulador, mas aquele mesmo acerto, quando colocado no carro de verdade, transmitia uma sensação diferente”, completou.
