Lewis Hamilton levantou o véu sobre um recurso secreto que acredita existir na Mercedes durante as sessões de classificação, e afirmou conhecer seu funcionamento.
Após terminar em terceiro na corrida Sprint do GP da China de Fórmula 1, Hamilton explicou que sua experiência de anos na Mercedes lhe dá uma visão privilegiada: “O diferencial é que eu estive na Mercedes por muito, muito tempo, então sei como funciona lá”, afirmou Hamilton à imprensa.
Segundo o heptacampeão, a equipe alemã utiliza um modo especial, semelhante ao antigo ‘modo festa’, que lhes permite extrair desempenho extra principalmente a partir do Q2: “Na sessão de classificação, eles têm outro modo que conseguem acessar, parecido com o ‘modo festa’ de antigamente, e quando chegam ao Q2, ativam isso. Nós não temos esse recurso na Ferrari, então seja o que for, eles conseguem extrair algo a mais, especialmente no Q2. Você viu na classificação Sprint, no SQ1 não estávamos tão distantes, e de repente pareceu um grande salto deles. Um décimo atrás no SQ1, e de repente são sete décimos ou mais meio segundo. É um grande salto”, acrescentou.

Hamilton destacou que, apesar dessa vantagem nas sessões de classificação, o recurso não é utilizado durante as corridas, o que mantém certa competitividade entre os carros: “Na corrida, obviamente eles não têm esse modo, então ainda têm uma vantagem geral. Precisamos descobrir o que é isso, mas há algo que eles conseguem extrair a mais, especialmente no Q2”, encerrou.
Durante a corrida Sprint em Xangai, Hamilton ficou 0,118s atrás de George Russell no SQ1, antes de ver essa diferença crescer para 0,801s no SQ2 e 0,641s no SQ3. Na sessão de classificação do GP, ele terminou cerca de três décimos atrás de Russell no Q1 e um valor semelhante atrás de Kimi Antonelli no Q2, fechando o Q3 a 0,351s do pole position, que estabeleceu novo recorde como o piloto mais jovem da história a conquistar a pole na Fórmula 1.
