F1: Hamilton diz não querer se aposentar “sem ter um GP na África”

Lewis Hamilton não quer se aposentar da Fórmula 1 antes de um grande marco. O competidor  comentou que só se despede da principal categoria do automobilismo quando, enfim, retornar a correr na África.

Este final de semana marca a primeira etapa da temporada 2026 no GP da Austrália. Após alguns problemas logísticos para chegar por conta da escalada do conflito no Oriente Médio, pilotos e equipes já estão em Melbourne e cumprem com o calendário de entrevistas.

Durante a sessão com a imprensa, o titular da Ferrari comentou sobre o retorno da F1 para o continente. A última vez que houve uma prova na África foi em 1993 com o GP da África do Sul.

E cada vez mais o sete vezes campeão mundial tem se mostrado vocal e apoiado a volta do certame. Inclusive, tanto a África do Sul como Ruanda estão no topo da lista na briga para receber um GP, com o circuito de Kyalami recebendo a aprovação grau 1 da FIA em 2025.

Então, Hamilton não quer deixar a Fórmula 1 antes do retorno. “Tive o privilégio… Já visitei 10 países na África. Ainda há muito mais para ver. Nos últimos seis, talvez sete anos, tenho lutado nos bastidores para conseguir um Grande Prêmio, talvez até mais, conversando com as partes interessadas e perguntando: por que não estamos na África?”, falou.

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26 - upside down rear wing.
Foto: XPB Images

“Há um [GP] em cada continente, por que não na África? Sei que eles estão se esforçando muito. Acho que já estiveram em vários países diferentes. Os que mais gostei: adorei o Quênia. Não acho que teremos um Grande Prêmio no Quênia, mas Ruanda, em particular, foi espetacular. Dois lugares onde senti que poderia morar. A África do Sul é deslumbrante”, seguiu.

“Acho que esses são os lugares que seriam bons para nós potencialmente irmos. Não quero deixar o esporte sem ter um Grande Prêmio lá, sem poder correr lá, então estou de olho neles: quando vai ser? Eles estão definindo algumas datas, e eu penso: ‘Caramba, posso estar ficando sem tempo’, então vou ficar por aqui por um tempo até que isso aconteça, porque seria incrível, considerando que sou meio africano. Tenho raízes em alguns lugares diferentes de lá, como Togo e Benin”, emendou.

“Visitei Benin no ano passado, Senegal e Nigéria. É algo de que me orgulho muito. Tenho muito orgulho dessa parte do mundo. Acho que é a parte mais bonita do mundo, e não gosto que o resto do mundo se aproprie tanto dela e tire tanto dela sem que ninguém fale sobre isso”, concluiu.