F1: Hamilton comenta decisão da Ferrari de abandonar uso da nova asa traseira na China

Lewis Hamilton confirmou que a Ferrari antecipou a introdução de uma nova asa traseira radical para o GP da China de Fórmula 1, mas o componente acabou sendo retirado após o primeiro treino livre.

A equipe havia afirmado na quinta-feira que utilizaria o novo desenho, apelidado de ‘Macarena’, em Xangai. A peça havia sido testada brevemente durante os testes de pré-temporada no Bahrein, quando foi utilizada por apenas cinco voltas.

No entanto, depois da única sessão de treinos livres na China, a equipe decidiu abandonar o novo conceito e retornar à configuração tradicional do carro antes da classificação Sprint.

Hamilton explicou que o desenvolvimento foi acelerado para que a peça estivesse disponível neste fim de semana, mesmo que o plano inicial fosse introduzi-la apenas mais adiante na temporada: “Eu realmente não sei por que voltamos para a asa antiga. Acho que nós a apressamos para trazê-la para cá, e ela não estava prevista para aparecer até a quarta ou quinta corrida”, disse o britânico.

Segundo o heptacampeão, a equipe fez um grande esforço para antecipar o componente, mas a decisão foi retirá-lo por ainda não estar totalmente pronto: “Eles fizeram um ótimo trabalho para trazê-la aqui rapidamente. Só tínhamos duas unidades e talvez tenha sido um pouco cedo demais, então decidimos tirá-la. O carro ainda estava muito bom e vamos trabalhar para trazê-la quando estiver pronta”, disse ele.

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26.
Foto: XPB Images

Mesmo sem a nova peça, Hamilton avaliou de forma positiva seu desempenho na classificação Sprint, na qual terminou em quarto lugar. Ainda assim, ele reconheceu que a Ferrari precisa evoluir principalmente em velocidade de reta: “Estou muito satisfeito com o resultado. Minha equipe e os engenheiros fizeram um trabalho fantástico para deixar o carro pronto. No geral, o carro se comportou muito bem”.

O britânico destacou que a principal limitação atual está na potência do conjunto, o que acaba custando tempo nas retas: “Acho que estamos perdendo tempo nas retas, e a diferença que estamos perdendo é realmente bastante significativa. Temos muito trabalho a fazer. Precisamos nos esforçar bastante em Maranello para aumentar a potência do motor. Sabíamos que a Mercedes começou seu processo de desenvolvimento antes de nós e dos nossos concorrentes, e eles fizeram um trabalho fantástico”, acrescentou.

Apesar disso, Hamilton acredita que o carro tem bom desempenho em trechos de curva, o que pode ajudar a Ferrari a seguir competitiva ao longo do final de semana: “O carro pareceu ótimo e acredito que podemos competir com eles nas curvas, mas se você está atrás em potência de motor, não há muito o que fazer”, finalizou o experiente piloto britânico.