Isack Hadjar saiu satisfeito da classificação Sprint para o GP do Canadá de Fórmula 1, após reduzir consideravelmente a diferença para Max Verstappen. O francês terminou apenas 0s101 atrás do tetracampeão e classificou o resultado como um sinal positivo em meio às dificuldades enfrentadas pela Red Bull Racing.
Os dois pilotos vão dividir a quarta fila do grid na corrida Sprint neste sábado (23) em Montreal, com Verstappen ligeiramente à frente. Foi a menor diferença entre ambos em uma sessão de classificação Sprint nesta temporada, mostrando uma evolução clara do jovem piloto em comparação com as etapas anteriores.
Na China, Verstappen havia sido 0s469 mais rápido que Hadjar. Já em Miami, a vantagem do holandês chegou a expressivos 0s961. No Canadá, porém, o francês conseguiu se aproximar bastante após um trabalho gradual de adaptação ao longo da sexta-feira.
Hadjar explicou que enfrentou dificuldades logo no início das atividades do final de semana: “Tive uma evolução lenta. No TL1, nem consegui marcar uma volta com os pneus macios”, afirmou o piloto, destacando que começou a sessão com poucas referências para encontrar o melhor acerto.

Segundo o francês, a confiança aumentou apenas na parte decisiva da classificação Sprint: “Eu estava evoluindo aos poucos e finalmente tive uma boa sensação no SQ3 com os macios. Estou feliz com a volta final”, disse ele.
Além da proximidade com Verstappen, Hadjar também destacou que o desempenho serviu como indicador do progresso pessoal dentro da equipe: “A diferença para o meu companheiro de equipe está menor do que em Miami, então isso é tranquilizador”, acrescentou.
Mesmo com essa evolução, o jovem piloto deixou claro que a Red Bull Racing ainda enfrenta problemas importantes com o comportamento do carro em Montreal. De acordo com Hadjar, tanto ele quanto Verstappen seguem desconfortáveis com o RB22 nas condições atuais do circuito canadense.
“Estamos sofrendo muito com os saltos do carro e as condições da pista não estão boas. É por isso que estamos perdendo muito tempo. Mesmo quando existe aderência, não conseguimos utilizá-la”, concluiu o francês.
