O GP da Austrália de Fórmula 1 terminou de forma abrupta para Isack Hadjar. O piloto francês, que faz sua estreia pela Red Bull Racing, precisou abandonar na 12ª volta após a unidade de potência da Red Bull Powertrains-Ford apresentar problemas, com fumaça saindo do airbox.
Hadjar afirmou que desde o início da corrida sabia que não veria a bandeira quadriculada: “A largada foi incrível. Comecei a corrida sem bateria, mas consegui uma ótima saída e estava assumindo a liderança facilmente, então pelo menos esse foi um ponto positivo do dia. Quando pensei que ia liderar, não tinha mais potência. Você pode imaginar, por algumas voltas, eu tentei recuperar energia. O motor soava terrível, então eu sabia que não ia terminar a corrida. Foi uma pena. Teríamos brigado na frente com, eu acho, o Lewis (Hamilton)”, afirmou.
Questionado se a falta de energia se tratava de um problema técnico, Hadjar explicou: “Não, não é um problema técnico. É só… precisamos melhorar para evitar que isso aconteça. Não conseguimos simular isso durante os seis dias de testes e treinos livres. Honestamente, são cenários novos. O cenário de corrida é diferente. Mas pelo menos é uma boa experiência”.

O francês também comentou sobre a dificuldade de adaptação dos motores da nova era da F1: “As sessões de treinos com esses motores novos não são tão exigentes quanto a corrida, da volta de aquecimento à largada. As temperaturas sobem e descem, então é muito difícil para os caras”, acrescentou.
Apesar da corrida curta, Hadjar destacou o único ponto positivo do fim de semana, a disputa com o novato Arvid Lindblad, da Racing Bulls: “É difícil lutar com alguém que vai 30 km/h mais rápido nas retas. Esse foi meu único destaque do dia”, finalizou.
Com seu primeiro GP pela Red Bull Racing concluído, Hadjar acredita que está se adaptando bem à equipe e à convivência com Max Verstappen, mesmo com o resultado frustrante na Austrália.
