O GP do Japão de Fórmula 1 foi mais um capítulo de dificuldades para a Red Bull Racing, com Isack Hadjar classificando o carro como ‘impossível de pilotar’ e até ‘perigoso’ durante a corrida em Suzuka. O piloto francês terminou apenas na 12ª posição após enfrentar diversos problemas ao longo da prova.
A situação foi especialmente frustrante, porque Hadjar havia largado em oitavo e tinha boas expectativas para brigar por pontos. No entanto, perdeu três posições nas duas primeiras voltas e viu suas chances desaparecerem rapidamente, principalmente após problemas com a bateria.
Comentando sobre o resultado, o jovem piloto afirmou que a corrida foi ainda pior do que aparentou: “Não chega nem a 1% de quão ruim foi essa corrida. Preciso entender por que essa situação com a bateria aconteceu tão cedo. Eu estava confortável em oitavo. O plano era lutar com Pierre (Gasly da Alpine), e era isso que estávamos fazendo, mas tudo desapareceu com a bateria vazia. Aí você fica sem potência”, afirmou.
Mesmo após cair para 11º, Hadjar ainda manteve chances de pontuar, mas enfrentou resistência de Arvid Lindblad, estreante da Racing Bulls. O jovem recebeu uma bandeira preta e branca por mudar de trajetória durante a frenagem antes da chicane, situação que Hadjar avaliou com cautela: “Não foi muito útil para nenhum de nós, mas está tudo bem, ele é jovem”, comentou.

A corrida também foi prejudicada pela estratégia, já que Hadjar parou antes da entrada do safety car e acabou caindo para 13º. Ainda assim, conseguiu se recuperar ao ultrapassar Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto, ambos da Audi, voltando à disputa com os carros da Audi, antes de ser novamente superado pelo piloto alemão e finalizar em 12º.
O francês afirmou que a falta de ritmo já era esperada, mas o desempenho foi pior do que ao longo do final de semana: “Não tínhamos bom ritmo de qualquer forma. Isso era esperado, mas foi pior do que no início do fim de semana. Era realmente impossível de pilotar, chegou a ser perigoso. Foi complicado”, acrescentou.
Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a Fórmula 1 terá uma pausa de cinco semanas, mas Hadjar não demonstrou otimismo para esse período. O piloto destacou que ainda não há uma direção clara para melhorar o desempenho do carro.
Hadjar tem motivos para estar decepcionado com o atual desempenho da Red Bull Racing, pois somou apenas quatro pontos nas três primeiras etapas da temporada 2026 da Fórmula 1.
