A Haas deixou o GP do Canadá de Fórmula 1 com apenas um ponto conquistado, mas também com muitos problemas para analisar antes da próxima etapa. Oliver Bearman terminou em décimo lugar em uma corrida marcada por baixa aderência, dificuldades no carro e um pit stop lento que comprometeu um resultado ainda melhor.
O resultado amenizou parcialmente um fim de semana complicado para a equipe norte-americana em Montreal. Apesar da pontuação, tanto os pilotos quanto o chefe da equipe reconheceram que o desempenho esteve abaixo do esperado durante praticamente toda a etapa.
Bearman admitiu que a Haas talvez nem merecesse terminar na zona de pontos pelo ritmo apresentado ao longo da corrida: “Não sei se merecíamos pontos hoje com base na nossa performance, mas vamos aceitar porque já tivemos finais de semana em que merecíamos muito mais e saímos sem nada”, afirmou o britânico.
O piloto também destacou que a escolha pelos pneus macios usados na largada parecia promissora inicialmente, especialmente pelas condições escorregadias da pista. No entanto, as voltas extras de formação antes da largada, reduziram a vantagem esperada da estratégia: “Escolhi largar com os macios usados, porque achei que isso ajudaria na primeira volta, mas acabamos fazendo mais três voltas de formação, então não sei o quanto isso realmente ajudou”, afirmou.
Além das dificuldades de aderência, Bearman lamentou o pit stop lento que comprometeu suas chances de terminar mais à frente: “Poderíamos ter conseguido mais, mas tivemos uma parada lenta, então precisamos entender o que aconteceu. Não acho que estamos deixando o Canadá com um grande sorriso no rosto, mas temos uma semana antes de voltar fortes em Mônaco”, disse ele.

Do outro lado da garagem, Esteban Ocon enfrentou ainda mais dificuldades e terminou apenas na 14ª posição. O francês revelou que teve problemas constantes nas frenagens, sofrendo com travamentos de roda durante toda a prova: “Foi difícil, para dizer o mínimo. Havia algo que não funcionava nas frenagens e eu continuava travando as rodas, então precisamos investigar isso”, comentou.
Ocon ainda explicou que utilizou a nova atualização da Haas a partir da sessão de classificação, o que limitou sua experiência com o pacote antes da corrida: “Mudamos o carro para a nova atualização depois da classificação, então eu só tinha feito duas voltas de verdade com ela. Como equipe, vamos voltar e estudar tudo”, acrescentou.
O chefe da equipe, Ayao Komatsu, resumiu o GP como uma corrida extremamente desafiadora para a Haas. Segundo ele, os problemas de equilíbrio do carro dificultaram o gerenciamento dos pneus dianteiros e aumentaram os travamentos nas frenagens: “Pelo menos saímos com um ponto, isso é positivo. Sabemos por que não tivemos desempenho neste fim de semana e agora precisamos encontrar soluções, melhorar o carro e executar melhor. Podemos fazer isso”, concluiu o dirigente.
