A Haas já prevê uma mudança significativa de prioridades para o GP de Miami de Fórmula 1, dependendo da definição sobre as regras de gerenciamento de energia. A equipe acredita que a única sessão de treinos livres do fim de semana, terá um foco diferente caso as alterações sejam confirmadas.
O tema ganhou relevância porque a Fórmula 1, a FIA e as equipes, seguem discutindo possíveis ajustes após as três primeiras corridas da temporada. Qualquer modificação exigirá atualização de software nas unidades de potência, no caso da Haas, fornecidas pela Ferrari.
Uma reunião técnica foi realizada no dia 16 de abril para debater as mudanças, com um novo encontro de alto nível programado para 20 de abril. O objetivo é encontrar consenso sobre as opções preferidas para o futuro da categoria, antes da ratificação formal pelo Conselho Mundial de Automobilismo, com implementação prevista para o final de semana do GP de Miami.
O desafio é maior, porque Miami será um fim de semana com formato Sprint, o que reduz o tempo disponível para testes. As equipes terão apenas uma hora de TL1 antes do parque fechado, diferente das três horas tradicionais de um fim de semana convencional. Normalmente, isso limita a introdução de novidades, mas a Haas pode ter que priorizar a compreensão do novo software.
Hoagy Nidd, chefe de engenharia de pista da equipe, explicou que a situação é particularmente relevante para as próximas semanas: “É uma situação interessante e bastante pertinente para as próximas semanas, com as reuniões que estão acontecendo”, afirmou.

O engenheiro destacou também o papel da Haas como equipe cliente: “Como equipe cliente, você sempre recebe as decisões. Há um elemento de feedback, mas nunca seremos a prioridade principal, essa é a realidade”, disse ele.
Segundo Nidd, as mudanças no gerenciamento de energia serão conduzidas principalmente pelos fornecedores das unidades de potência: “Eles vão definir a estratégia e precisarão introduzir alterações no software”, acrescentou.
Com isso, o foco das equipes no TL1 em Miami pode ser diferente do habitual: “Vamos ter que sair e testar o software, experimentar partes diferentes da estratégia, seja testando o boost, avaliando ultrapassagens ou garantindo que a largada esteja correta. Definitivamente haverá mudanças de prioridade em todo o grid”, finalizou Nidd.
