Equipe norte-americana antecipa a revelação do VF-26 para evitar choque com Ferrari e Alpine
A pré-temporada da Fórmula 1 2026 começa a mostrar um efeito colateral curioso fora da pista: datas demais, espaço de menos. Nesta segunda-feira, a Haas confirmou que mudou a data de lançamento do VF-26, seu carro para a nova era técnica, justamente para fugir do que classificou como um cenário de “congestionamento”.
Originalmente, a equipe liderada por Ayao Komatsu apresentaria seu carro na sexta-feira, 23 de janeiro. O problema é que o mesmo dia já estava reservado para dois pesos-pesados do grid: a Ferrari, que lança seu projeto em Fiorano, e a Alpine, com apresentação prevista em Barcelona. Três lançamentos relevantes no mesmo dia, em uma janela curta de atenção, significariam dividir holofotes em um momento no qual cada detalhe conta.
A solução encontrada pela Haas foi simples e pragmática: antecipar o lançamento para segunda-feira, 19 de janeiro, em um evento totalmente online. A mudança é facilitada justamente pelo formato digital, sem amarras logísticas de pista, convidados ou deslocamento de equipe.
Confira todas as datas de lançamentos das equipes da F1 em 2026.
Não é a primeira vez que a Haas adota esse tipo de leitura estratégica. Ao longo dos últimos anos, a equipe americana frequentemente optou por lançar seus carros antes da maioria do grid, garantindo um ciclo de notícias praticamente exclusivo — algo valioso para um time de meio de pelotão que disputa atenção com gigantes históricos.
O movimento também ajuda a reforçar um cenário mais amplo: janeiro de 2026 virou um gargalo. Com novos regulamentos de chassi, aerodinâmica e unidade de potência, nenhuma equipe quer parecer atrasada. Ao mesmo tempo, todas tentam se posicionar narrativamente como protagonistas da nova era, o que empurra os lançamentos para um intervalo extremamente apertado entre meados de janeiro e o início dos testes em Barcelona.
Dentro da pista, a Haas chega a 2026 com um desafio claro. Em 2025, Oliver Bearman e Esteban Ocon somaram 21 pontos a mais do que a dupla Nico Hülkenberg e Kevin Magnussen havia conquistado no ano anterior. Ainda assim, a equipe caiu de sétima para oitava no campeonato de construtores — um retrato fiel de como o pelotão intermediário ficou mais competitivo e implacável.
