A discussão sobre o futuro dos motores da Fórmula 1 ganhou força novamente, após a Ford declarar apoio à possibilidade de retorno dos V8 na categoria. A fabricante americana afirmou que vê com bons olhos uma mudança no regulamento técnico nos próximos anos, mesmo após iniciar sua parceria com a Red Bull Racing na nova era das unidades de potência em 2026.
O tema voltou ao centro das atenções depois que o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, mencionou recentemente a ideia de utilizar motores V8 movidos a combustíveis sustentáveis em um futuro regulamento. A próxima grande mudança técnica pode acontecer já em 2030, e fabricantes começam a se posicionar sobre qual direção a categoria deve seguir.
Mark Rushbrook, chefe da Ford Performance, deixou claro que a empresa está aberta a diferentes caminhos tecnológicos dentro da Fórmula 1. Segundo ele, a marca atualmente trabalha com motores a combustão, sistemas híbridos e veículos totalmente elétricos, dependendo das necessidades de cada mercado.
“Isso nos atrairia”, afirmou Rushbrook à Autosport ao comentar a possibilidade do retorno dos V8. “O que vimos na forma como a Ford aborda seus veículos, especialmente nos últimos anos, é que temos motores totalmente a combustão, híbridos de diferentes arquiteturas, diferentes equilíbrios entre combustão e elétrico, além de carros totalmente elétricos”.
O dirigente destacou ainda que a fabricante precisa manter um amplo portfólio de tecnologias para atender diferentes regiões do mundo: “Precisamos estar preparados para oferecer isso em diferentes mercados globais, então temos um portfólio completo dessas tecnologias”, afirmou o executivo da montadora americana.

A Ford entrou na F1 em parceria com a Red Bull Racing, através da Red Bull Powertrains-Ford, para colaborar principalmente no desenvolvimento da bateria da unidade de potência. Inicialmente, a empresa planejava reduzir a produção de carros movidos exclusivamente a combustão, mas a mudança dessa estratégia acabou ampliando as possibilidades para o futuro da marca no automobilismo.
Rushbrook afirmou que essa flexibilidade tecnológica, permite que a Ford continue utilizando a Fórmula 1 como plataforma de desenvolvimento: “Isso nos dá muitas alternativas enquanto competimos em diferentes categorias, incluindo a Fórmula 1. Ainda conseguimos tornar as corridas relevantes para aquilo que projetamos, desenvolvemos e vendemos aos nossos clientes”, acrescentou.
O executivo também reforçou que a marca enxerga valor tanto nos motores V8 quanto na eletrificação: “Nós adoramos a ideia do V8 porque vendemos muitos motores V8. Também gostamos do elemento eletrificado porque temos muitos veículos híbridos. Seja uma divisão de 50-50, 60-40 ou 90-10 entre combustão e elétrico, continuaremos aprendendo sobre essa integração. Estamos muito abertos a isso, também para ajudar as corridas nas pistas”, completou.
