Emerson Fittipaldi revelou que quase abandonou a Fórmula 1 logo após conquistar seu primeiro título mundial. O brasileiro admitiu que cogitou encerrar a carreira no auge da conquista de 1972, quando defendia a Lotus.
A revelação foi feita durante participação no podcast Beyond The Grid. Segundo Fittipaldi, a ideia surgiu depois de realizar o grande objetivo que havia motivado sua saída do Brasil rumo à Europa. O bicampeão afirmou que chegou a comunicar a decisão ao pai, Wilson Fittipaldi, e ao irmão durante um almoço na Suíça.
“Quando ganhei meu primeiro campeonato, voltei para casa, na Suíça, e almocei com meu pai e meu irmão. Olhei para o meu pai e disse: ‘Vou me aposentar da F1 depois de Monza’”, contou Emerson. O ex-piloto explicou que, naquele momento, acreditava já ter alcançado tudo o que desejava no automobilismo. “‘Deixei o Brasil, tinha o sonho de ser um piloto de GP, ganhei o campeonato mundial. O que mais eu quero?’”, relembrou.
Segundo Fittipaldi, o conselho do pai foi decisivo para mudar sua trajetória na categoria. “Meu pai me disse que, do jeito que eu gostava de correr, em um, dois ou três anos eu voltaria para a F1, e seria mais difícil do que continuar”, afirmou. Emerson também lembrou que a Fórmula 1 da época era marcada por muitos acidentes, fator que influenciava suas reflexões sobre permanecer no esporte.
O brasileiro destacou ainda que precisava encontrar novos objetivos para continuar motivado. “Como atleta, você sempre precisa de um novo desafio”, afirmou. A decisão de seguir na categoria acabou levando Emerson ao bicampeonato com a McLaren em 1974 e, posteriormente, ao projeto da equipe Copersucar-Fittipaldi, criada ao lado do irmão Wilson Fittipaldi Jr. em 1976.
