A Fórmula 1 voltou a discutir a segurança após o forte acidente do piloto da Haas, Oliver Bearman no GP do Japão. A FIA divulgou um comunicado oficial após a batida de 50G, indicando que possíveis mudanças nas regras ainda estão sendo avaliadas com cautela.
O ancidente reacendeu preocupações sobre as altas diferenças de velocidade causadas pela gestão de energia, tema que já havia sido levantado pela maioria dos pilotos. A entidade destacou que qualquer alteração dependerá de simulações e análises detalhadas antes de uma decisão definitiva.
A ocorrência em Suzuka, aconteceu na volta 21, quando Bearman se aproximava rapidamente de Franco Colapinto, da Alpine, na curva Spoon. Enquanto Colapinto realizava a recuperação de energia, Bearman utilizava a bateria, resultando em uma grande diferença de velocidade entre os dois carros.
O britânico perdeu o controle após destruir uma placa de aviso de frenagem e atingiu o muro de lado com força. Apesar da violência do impacto, Bearman conseguiu sair do carro sem ajuda, embora tenha sido visto mancando e segurando a perna e o tornozelo direitos.
Em seguida Bearman foi encaminhado ao centro médico para exames, incluindo um raio-X, que descartou fraturas. A FIA confirmou que Bearman sofreu algumas contusões significativas, após o impacto em alta velocidade, mas sem grandes consequências para o jovem piloto.
Após a corrida, Carlos Sainz, piloto da Williams e diretor da GPDA (Associação de Pilotos de Grand Prix), afirmou que as preocupações dos pilotos com as diferenças de velocidade não estavam sendo consideradas desde o início do ano, destacando que mudanças haviam sido feitas apenas nas regras de potência para as sessões de classificação. Essa declaração aumentou a pressão sobre a FIA para avaliar possíveis ajustes.

No comunicado oficial, a entidade explicou que os regulamentos de 2026 vêm sendo discutidos desde sua introdução entre FIA, equipes, fabricantes de unidades de potência, pilotos e a FOM. Segundo o texto, esses regulamentos foram projetados com parâmetros ajustáveis, especialmente relacionados à gestão de energia, permitindo otimizações com base em dados reais.
A FIA também informou que reuniões estão programadas para abril, com o objetivo de avaliar o funcionamento das novas regras e determinar se ajustes serão necessários. A entidade afirmou em comunicado: “Qualquer ajuste potencial, particularmente os relacionados à gestão de energia, exige simulações cuidadosas e análise detalhada”, acrescentando que novas atualizações serão divulgadas no momento apropriado.
