F1: FIA quer regras das unidades de potência sem dependência de fabricantes

Mesmo com os novos regulamentos da Fórmula 1 tendo entrado em vigor este ano, a categoria já discute o futuro das unidades de potência. A FIA deixou claro que a categoria não pode ficar refém das decisões das montadoras ao definir seus próximos regulamentos.

O tema ganhou força, mesmo com o novo ciclo técnico ainda no início. A preocupação é evitar vulnerabilidade caso fabricantes decidam deixar a categoria, impactando diretamente a estabilidade da F1.

O diretor técnico de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, explicou que o cenário mudou desde a criação das regras atuais: “O cenário político mudou. As montadoras diziam que não desenvolveriam mais motores a combustão e migrariam totalmente para o elétrico, mas isso não aconteceu como previsto”, afirmou. Segundo ele, embora a eletrificação siga relevante, o ritmo dessa transição está sendo bem diferente do esperado.

Largada
Foto: XPB Images

Tombazis também destacou que o uso de combustíveis sustentáveis foi um avanço importante dentro do regulamento atual da F1. Ainda assim, reforçou que a categoria precisa se proteger de oscilações externas: “Não podemos ser reféns das empresas automotivas decidindo se querem ou não estar na Fórmula 1. Queremos que participem, mas não podemos ficar vulneráveis a essas decisões”, acrescentou.

As discussões para o próximo conjunto de regras, previsto para 2031, já começaram. O dirigente ressaltou que o desenvolvimento de uma unidade de potência exige longo prazo, o que obriga decisões antecipadas. Além disso, indicou que a redução de custos seguirá como prioridade, enquanto a FIA busca um equilíbrio entre atratividade para fabricantes e independência estrutural da categoria.