F1: FIA pode alterar regras de motor após cancelamento do Bahrein e Arábia Saudita

A FIA estuda alterar regras de desenvolvimento de motores da Fórmula 1 após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, originalmente previstos para abril. A mudança, segundo o Motorsport Magazin, poderia acelerar as oportunidades de atualização para os concorrentes da Mercedes, atualmente referência em unidades de potência.

O foco está no sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO), que define os períodos de avaliação de desempenho dos motores. As regras atuais preveem quatro momentos de análise ao longo da temporada, com avaliações do motor de combustão interna a cada seis corridas usando um Índice de performance abrangente.

Com o cancelamento das duas etapas no Oriente Médio, devido à guerra na região, a sexta avaliação, originalmente marcada para o GP de Miami no início de maio, agora será realizada no GP de Mônaco em junho, atrasando o processo e prejudicando equipes que dependem de atualizações para reduzir a diferença para a Mercedes.

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Foto: XPB Images

O ADUO oferece oportunidades escalonadas de desenvolvimento. Equipes que estiverem com desempenho até 2% atrás da líder, recebem permissões extras de atualização. Se a diferença ultrapassar 4%, as concessões aumentam. O sistema cobre 84 componentes específicos, permitindo uma única atualização por componente ao ano, com benefícios de maior tempo em dinamômetro e flexibilidade orçamentária aplicáveis à temporada atual e à seguinte.

Enquanto a Mercedes se beneficia do cronograma original, por já estabelecer o padrão de desempenho, Ferrari, Audi e outros fornecedores de motores veem nessas alterações uma chance de acelerar o desenvolvimento e reduzir o déficit.

Apesar das possíveis mudanças nos prazos de desenvolvimento, o teto orçamentário das equipes permanece inalterado. As regras atuais alocam US$ 215 milhões para ’24 ou menos corridas’, sendo necessário aumento no valor do teto, apenas se o calendário ultrapassar esse número de etapas.