A Fórmula 1 depende de uma enorme rede de voluntários para realizar cada temporada, segundo um novo relatório divulgado pela FIA. O estudo revela que mais de 20 mil pessoas são necessárias para viabilizar um campeonato completo com 24 etapas.
O documento destaca a dimensão do trabalho desses profissionais e reforça a importância deles para o funcionamento e crescimento da categoria. Em média, 838 voluntários atuam em cada final de semana de corrida, desempenhando funções fundamentais para a segurança e organização dos eventos.
A pesquisa também aponta que os programas de treinamento e desenvolvimento representam um investimento anual superior a 11 milhões de euros. Esse valor, aplicado pela FIA e seus clubes membros, evidencia a importância estratégica dos voluntários para o presente e o futuro da Fórmula 1.
Segundo o relatório, os voluntários, desde fiscais de pista até equipes de intervenção, são considerados a espinha dorsal dos finais de semana de GP. Além de contribuírem para a segurança, eles também ajudam a criar a atmosfera característica que marca cada etapa do campeonato.
Mesmo com o aumento de 20% na carga de trabalho, o levantamento identificou níveis elevados de retenção. Dois terços dos voluntários permanecem na função por mais de cinco anos, enquanto a contribuição total foi estimada em 13,2 milhões de euros, reforçando o papel essencial desses profissionais para a expansão da categoria.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacou a relevância desse grupo ao comentar os resultados: “O Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA, depende dos voluntários, eles são a espinha dorsal do nosso esporte, sem eles simplesmente não poderíamos correr”, afirmou.
Ele também destacou a importância do trabalho realizado durante os eventos: “Eles garantem que nossas competições sejam seguras e justas. Atuam com profissionalismo e orgulho, apoiando pilotos, equipes e fãs”, acrescentou, destacando ainda que o relatório oferece informações importantes para ampliar o suporte oferecido pela entidade.
O estudo apresenta recomendações para melhorar ainda mais a experiência dos voluntários, incluindo a criação de um Centro de Excelência voltado para recrutamento e treinamento, além da expansão do Departamento de Oficiais da FIA e a introdução de uma nova carta de voluntários. Carol Armstrong, premiada como Oficial do Ano da FIA em 2024, afirmou: “Sou grata que este relatório tenha medido o imenso valor do voluntariado na Fórmula 1 e acredito que as recomendações irão fortalecer ainda mais essa experiência”, finalizou.
