A Fórmula 1 terá ajustes nas regras já para o GP de Miami, após críticas iniciais ao novo regulamento. A FIA deixou claro que as mudanças não representam uma reformulação completa, mas sim correções pontuais após as três primeiras corridas.
O início da nova era gerou reações negativas de pilotos e fãs, principalmente pelo caráter considerado ‘artificial’ das ultrapassagens e preocupações com segurança. Incidentes como o ocorrido entre Oliver Bearman e Franco Colapinto no Japão, que resultou em uma forte batida do piloto da Haas na barreira de proteção, reforçaram o alerta sobre diferenças de velocidade no momento de recuperação de energia de um carro, em relação a outro com energia completa.
Segundo Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, o foco sempre foi adaptar o regulamento após as primeiras provas: “Essas regras de 2026 são uma das maiores mudanças na história da Fórmula 1. Sabíamos que haveria desafios e sempre dissemos que revisaríamos após as primeiras corridas”, afirmou.

Ele destacou que, apesar de corridas disputadas e com muitas ultrapassagens, havia pontos a corrigir: “A abordagem foi de evolução e refinamento, não de revolução. Não vimos necessidade de uma mudança radical”, acrescentou.
Entre as alterações estão a redução da recuperação de energia em voltas de classificação, para permitir mais tempo em ritmo máximo, além de ajustes no uso de energia em corrida e melhorias de segurança nas largadas e condições de chuva. Tombazis também destacou que os pilotos tiveram papel importante no processo: “Eles foram bastante unânimes ao pedir mudanças nas sessões de classificação para poder forçar mais e também destacaram preocupações com segurança, o que foi essencial nas decisões”, completou.
