F1: FIA confirma mudanças importantes no novo regulamento

A Fórmula 1 terá mudanças importantes nos carros de 2026, após uma reunião decisiva realizada nesta segunda-feira (20) entre a FIA e representantes da categoria e das equipes. As alterações foram confirmadas oficialmente e visam melhorar desempenho, segurança e a dinâmica das corridas.

Essas discussões ocorreram durante a pausa forçada em abril, avaliando críticas feitas por pilotos, dirigentes e fãs sobre os novos regulamentos. Entre os principais pontos estavam preocupações com a forma de pilotagem nas sessões de classificação, tipo de ultrapassagens nas corridas e questões de segurança.

Após o encontro, a FIA divulgou uma série de ajustes divididos em quatro áreas principais: sessões de classificação, corrida, largadas e condições de pista molhada. As mudanças têm como objetivo tornar os carros mais consistentes, reduzir riscos e melhorar a competitividade.

Nas sessões de classificação, as alterações focam em incentivar desempenho mais constante. O limite máximo de recarga de energia será reduzido de 8MJ para 7MJ, medida que pretende diminuir o excesso de recuperação e permitir voltas mais rápidas e consistentes. Além disso, a potência máxima do chamado ‘superclip’ será elevada de 250 kW para 350 kW, reduzindo o tempo gasto com recarga e diminuindo a carga de trabalho dos pilotos no gerenciamento de energia.

F1 2025, Fórmula 1, GP da Itália, Monza
Foto: XPB Images

Ainda nesse contexto, o número de eventos com limites alternativos de energia foi ampliado de oito para doze corridas, permitindo maior adaptação às características de cada circuito. A FIA também confirmou que o aumento de potência do ‘superclip’ será aplicado tanto nas sessões de classificação quanto nas corridas.

Para as corridas, o foco das mudanças é melhorar segurança e consistência de desempenho. A potência máxima do sistema ‘boost’ será limitada a +150 kW, evitando grandes diferenças repentinas de desempenho entre os carros. O uso do MGU-K continuará em 350 kW em zonas de aceleração e ultrapassagem, mas será reduzido para 250 kW em outras partes da volta, com o objetivo de diminuir velocidades de aproximação excessivas.

A FIA também introduziu novas medidas para as largadas. Um sistema de detecção de baixa potência foi desenvolvido para identificar carros com aceleração anormal após a liberação da embreagem. Caso isso aconteça, haverá acionamento automático do MGU-K para garantir aceleração mínima e reduzir riscos, além de luzes piscantes para alertar os pilotos que vêm atrás.

Por fim, mudanças específicas foram definidas para condições de chuva. A temperatura dos cobertores térmicos dos pneus intermediários será aumentada para melhorar a aderência inicial, enquanto o uso máximo do ERS será reduzido para facilitar o controle do carro em baixa aderência. O sistema de luz traseira também foi simplificado para melhorar visibilidade e tempo de reação em condições adversas.



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