A FIA voltou a discutir segurança na Fórmula 1, após o forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão. A FIA afirmou que a segurança é a ‘prioridade número um’ enquanto analisa possíveis ajustes após o acidente ocorrido em Suzuka.
O acidente do piloto da Haas continua gerando debate semanas depois da corrida, especialmente após vários pilotos, liderados por Max Verstappen, levantarem preocupações sobre os novos regulamentos. A colisão em alta velocidade colocou novamente em evidência as condições de segurança da atual geração de carros.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, reconheceu que o acidente foi impactante e explicou que o tema já vinha sendo discutido internamente. Segundo ele, o aumento das velocidades relativas entre os carros já havia sido identificado como um possível risco: “Todo acidente em alta velocidade é sempre um pouco chocante. Dizer que era esperado seria errado, mas as velocidades relativas tinham sido identificadas como um risco. Houve discussões sobre isso, mas não havia uma maneira fácil de agir antes de termos tempo para analisar alguns parâmetros”, afirmou Tombazis em entrevista ao The Guardian.
O dirigente destacou ainda que mudanças apressadas poderiam gerar novos problemas: “Quando introduzimos mudanças de forma mais apressada, o risco é piorar as coisas ou causar outros problemas, por isso precisamos de tempo para analisar. Claramente, a segurança é a prioridade número um”, disse ele.

Apesar das preocupações, a FIA indicou que não considera necessária uma reformulação completa dos regulamentos atuais. Tombazis afirmou que a situação não é crítica e que ajustes pontuais devem ser suficientes para resolver os problemas identificados, entre eles, a grande diferença de velocidade entre carros, quando algum deles está desacelerando para recuperar energia.
O engenheiro grego também reconheceu que existem áreas que precisam de melhorias, tanto em relação à dirigibilidade quanto à segurança. Ainda assim, ele reforçou que as falhas observadas são específicas e podem ser corrigidas sem mudanças radicais.
Segundo Tombazis, a entidade não vê os regulamentos como fundamentalmente problemáticos. Ele destacou que o público continua apreciando as corridas e que as preocupações levantadas por alguns pilotos apontam apenas para a necessidade de refinamentos adicionais.
Com a análise ainda em andamento, a FIA deve seguir avaliando dados e sugestões antes de tomar decisões. O acidente de Bearman, no entanto, reforçou a importância de ajustes cuidadosos para manter a segurança como prioridade máxima na Fórmula 1.
