A FIA introduziu um ajuste nos regulamentos que entrarão em vigor a partir de 2026 com o objetivo de evitar controvérsias como as registradas durante a sessão de classificação do GP da Emilia-Romagna. A mudança busca esclarecer de forma definitiva como devem ser tratados os tempos de volta registrados em situações de bandeira vermelha, especialmente quando há dúvidas sobre o momento exato em que a interrupção passa a valer.
O episódio que motivou a alteração ocorreu no Q1 em Imola, que foi fortemente prejudicado por duas bandeiras vermelhas causadas por incidentes na pista, incluindo um acidente envolvendo Franco Colapinto. Com o cronograma comprometido, vários pilotos tentavam voltas rápidas nos instantes finais da sessão, aumentando a tensão e a margem para interpretações distintas das regras.
No meio desse cenário, Oliver Bearman estava em uma volta lançada quando a segunda bandeira vermelha foi acionada. O piloto britânico cruzou a linha de chegada poucos segundos depois do sinal ter sido emitido pela direção de prova. Imagens onboard sugeriam que, naquele momento, não havia luzes de bandeira vermelha visíveis no carro, o que rapidamente gerou questionamentos sobre a validade da volta.

Apesar disso, a FIA decidiu que o tempo não poderia ser considerado. De acordo com os dados oficiais, o sinal de bandeira vermelha havia sido transmitido eletronicamente três segundos antes de Bearman completar a volta. Com base nesse critério, os comissários apagaram o tempo registrado, eliminando o piloto ainda no Q1 e classificando-o em 19º lugar, por uma margem mínima que o deixou fora do Q2.
Para evitar que situações semelhantes se repitam, a FIA incluiu uma clarificação no Código Esportivo Internacional. O novo texto estabelece que qualquer volta completada após a exibição da bandeira vermelha não será válida, independentemente das circunstâncias visuais. O momento exato da primeira exibição do sinal será determinado pelo sistema oficial de cronometragem ou, caso ele não esteja disponível ou sincronizado, confirmado conjuntamente pelo diretor de prova, o diretor de corrida e o chefe da cronometragem.
Além disso, a regra deixa claro que, mesmo que um tempo chegue a ser registrado após a bandeira vermelha, os comissários são obrigados a excluí-lo. A FIA confirmou que esse procedimento passará a valer para todas as sessões — incluindo treinos, classificação e corrida — eliminando qualquer margem de interpretação e reforçando a padronização das decisões em momentos críticos de interrupção.
