F1: FIA afasta acusações de trapaça em polêmica do motor Mercedes

A Federação Internacional de Automobilismo reforçou que o termo “trapaça” jamais foi usado nas discussões sobre a taxa de compressão dos motores da Mercedes na Fórmula 1. O foco das reuniões sempre foi a interpretação do regulamento e a busca por uma solução técnica que mantenha a competitividade sem sufocar a inovação.

A polêmica surgiu quando a Mercedes desenvolveu um sistema que permitia taxa de compressão de 18:1, acima dos 16:1 previstos, aproveitando que a medição era feita apenas em temperatura ambiente. Ferrari, Audi, Honda e Red Bull Powertrains apoiam a mudança das regras, que será decidida por votação eletrônica do Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC) e depende também do aval da FIA e da Formula One Management (FOM).

Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

O diretor técnico de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, explicou que, apesar das discussões “emocionadas”, nunca houve acusação de ilegalidade. Segundo ele, “com novos regulamentos, é natural que surjam soluções que vão além do que as regras pretendiam. O objetivo da votação é encerrar o tema e encontrar uma solução equilibrada”.

A mudança prevê medir a taxa de compressão dos motores tanto em temperatura ambiente quanto a 130°C, com implementação prevista para agosto de 2026.