F1: Ferrari domina largadas, mas Mercedes dá passos importantes

A Mercedes deu passos importantes em termos de melhorar as largadas com seu novo carro para a temporada 2026 da Fórmula 1, mas a Ferrari continua sendo a referência nesse quesito, segundo o piloto da Mercedes, Kimi Antonelli. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, as equipes buscaram aprimorar o desempenho nas largadas, especialmente com as novas unidades de potência que fazem parte do regulamento de 2026.

Com a eliminação do MGU-H, que anteriormente ajudava a compensar o ‘turbo lag’, as largadas se tornaram mais complexas, com os carros precisando de mais tempo para alcançar a configuração ideal: “O carro da Ferrari parecia muito forte, com o motor muito forte nas largadas”, comentou Antonelli. “Mas fizemos muitas mudanças e, no final, a nossa largada também ficou muito mais consistente. Obviamente, não conseguimos testá-la adequadamente no grid. Tem sido um ponto fraco para nós, mas acho que demos um bom passo à frente”, afirmou.

Apesar do progresso da Mercedes, a Ferrari seguiu se destacando. George Russell, companheiro de Antonelli na Mercedes, que teve uma atuação notável durante os testes, explicou que, embora tenha mantido a liderança em alguns momentos, a equipe italiana se destacou em várias largadas. Nos treinos, os pilotos da Ferrari ultrapassaram Russell antes da curva 1 em duas das largadas simuladas, uma das quais o piloto da Mercedes sai da ‘pole’ com Lewis Hamilton da Ferrari em 11º.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

Outro time que mostrou bons desempenhos nesse ponto, foi a Haas, equipada com motores da Ferrari. Esteban Ocon e Oliver Bearman realizaram boas largadas, embora ainda não tenham atingido o nível da Ferrari. Ocon comentou sobre as dificuldades iniciais da equipe: “No começo do ano, tivemos problemas para realizar as largadas. Não era fácil sair da linha e encontrar a rotação correta. Ficamos no grid por um bom tempo antes de conseguirmos finalmente partir. Agora estamos em uma posição bem melhor e melhoramos o motor e a forma como o boost entra”, concluiu o piloto francês.

A remoção do MGU-H, parte do novo regulamento dos motores de 2026, tem sido um desafio para as equipes, já que ela desempenhava um papel fundamental para suavizar o ‘turbo lag’ em rotações baixas. As equipes continuam a trabalhar para otimizar as largadas, e os testes de pré-temporada mostraram que ainda há muito a ser feito para garantir a consistência nas largadas, pelo menos no início da nova temporada.