A Ferrari chega ao GP do Japão de Fórmula 1 no próximo final de semana, com foco extremo na gestão de energia do SF-26. Após avaliar os dados das duas etapas iniciais da nova temporada, na Austrália e China, a Scuderia trabalhou intensamente em Maranello para melhorar a distribuição de potência elétrica ao longo de cada volta, além de realizar ajustes aerodinâmicos importantes, como a asa ‘Macarena’, que promete aprimorar o equilíbrio do carro.
Suzuka representa um desafio diferente, com exigências específicas de recarga da bateria, novo asfalto e condições meteorológicas frias, que podem alterar os dados das simulações. Em Maranello, os testes internos indicam evolução do carro, embora o crescimento seja medido em relação às próprias capacidades, sem considerar o desempenho da Mercedes, que venceu os dois GPs e a corrida Sprint (na China) realizados até o momento este ano.
A equipe italiana reconhece que é competitiva nas curvas, mas ainda sofre nas longas retas, onde a Mercedes consegue maior recarga de energia por meio de seu motor a combustão. A estratégia da Ferrari será explorar ao máximo suas próprias soluções, aproveitando o potencial do turbo menor, acumulando energia em trechos mais lentos e, em certas situações, usando uma marcha a menos para manter altas rotações.

Os engenheiros do time italiano, liderados por Enrico Gualtieri, buscam extrair todo o potencial do motor 067/6, enquanto equilibram confiabilidade e desempenho. No aspecto aerodinâmico, a asa ‘Macarena’ continua em desenvolvimento, com foco no equilíbrio entre abertura e fechamento, e ajustes nos flaps dianteiros para melhorar a estabilidade, especialmente nas frenagens.
Além disso, a Ferrari ainda trabalha na redução de peso do SF-26, eliminando 6 a 7 kg, e revisa detalhes como a aleta do Halo, buscando melhorar visibilidade e evitar possíveis protestos da FIA.
O GP do Japão será um teste decisivo para a Ferrari validar seu caminho de desenvolvimento, antes da pausa forçada no calendário em abril, causada pelo cancelamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, devido à guerra no Oriente Médio.
