Toto Wolff, CEO e chefe da equipe Mercedes, respondeu com duras críticas aos concorrentes na Fórmula 1, que levantaram questões sobre um possível truque no motor da equipe, relacionado à razão de compressão da nova unidade de potência. Com a nova regulamentação de 2026, a razão de compressão foi reduzida de 18:1 para 16:1, e rumores surgiram indicando que a Mercedes (e também a Red Bull Powertrains-Ford) teria encontrado uma forma de operar o motor a um nível superior durante as corridas, o que poderia gerar uma vantagem significativa em termos de tempo de volta.
Em meio a essas acusações, Wolff reafirmou que a Mercedes recebeu garantias da FIA de que seu motor está completamente dentro das regras: “Eu simplesmente não entendo por que algumas equipes estão mais focadas nas outras, e continuam argumentando sobre um caso que é muito claro e transparente”, afirmou Wolff, acrescentando que a comunicação com a FIA tem sido positiva ao longo de todo o processo, não se limitando apenas à razão de compressão, mas também a outros aspectos do motor.
A Mercedes, que registrou o maior número de voltas no shakedown de Barcelona, com 500 voltas, entrou para a nova temporada como uma das favoritas. Wolff pediu que os fabricantes rivais focassem em seus próprios projetos, em vez de tentarem desestabilizar o trabalho da Mercedes: “Façam seu trabalho”, disse ele, criticando os ‘encontros e cartas secretas’ enviadas por alguns concorrentes na tentativa de criar novas formas de testar os motores.

Wolff reiterou que o motor da Mercedes está em conformidade com as regulamentações da FIA e com os métodos de verificação usados em outros veículos: “O motor é legal, corresponde às regras de como os testes devem ser feitos”, afirmou, com confiança. Ele concluiu que a Mercedes se sente tranquila em relação à legalidade de seu motor e que, após a verificação da FIA, não há dúvidas sobre sua conformidade.
