Um prazo crítico estabelecido para os cinco fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 já passou, com as equipes tendo que entregar seus dossiês completos à FIA, para a homologação das unidades de potência. A entrega prevista para 1º de março, seguiu sem impacto das mudanças tardias nas regras, que surgiram após a controvérsia em torno da medição da taxa de compressão.
Para cumprir com a regulamentação, cada fabricante precisou enviar à FIA os detalhes sobre seus motores de combustão interna, eletrônicos de controle, sistemas de exaustão, turbocompressores, armazenadores de energia e MGU-K. A FIA irá analisar essas submissões e, caso esteja satisfeita, concederá a aprovação dentro de catorze dias. O dossiê deve ser o mesmo para todas as equipes clientes de um fabricante, com os combustíveis e lubrificantes também sendo submetidos a verificações.
Durante o intervalo entre as temporadas, foi revelado que a Mercedes HPP desenvolveu uma estratégia para contornar a regra do limite de taxa de compressão de 16:1, utilizando uma brecha nas regras que indicava que a medição só seria feita em temperaturas ambiente. Isso permitia teoricamente que o motor operasse com uma maior razão de compressão quando estivesse quente, sem violar as normas.

Audi, Ferrari, Honda e Red Bull Powertrains-Ford, se uniram para pressionar por uma mudança nas regras através do Comitê Consultivo de Unidades de Potência da F1, resultando em uma votação eletrônica que aprovou a alteração. Originalmente, os novos testes seriam introduzidos em agosto de 2026, mas no dia 29 de fevereiro, véspera do prazo de homologação, as regulamentações técnicas da F1 foram atualizadas para indicar que a medição da compressão será feita a temperaturas ambiente até 31 de maio de 2026.
Depois disso, a partir de 1º de junho de 2026, as medições serão feitas tanto a temperatura ambiente quanto a 130°C. A partir de 1º de janeiro de 2027, a medição da compressão será feita exclusivamente com o motor quente.
Com isso, os fabricantes têm até o GP do Canadá para se adequar à primeira fase das novas regras, enquanto o novo sistema de medição completo entrará em vigor antes do GP de Mônaco, no início de junho.
