F1: Ex-piloto diz que Mercedes pode entrar em “espiral descendente”

O ex-piloto de Fórmula 1, Johnny Herbert, afirmou que a Mercedes corre o risco de entrar em uma ‘espiral descendente’, a menos que apresente progresso significativo com seu carro de 2024.

A equipe alemã dominou a categoria após a implementação dos motores V6 turbo-híbridos em 2014, conquistando oito campeonatos de construtores consecutivos, um recorde histórico. Porém, desde a volta dos carros de efeito solo em 2022, a Mercedes vem enfrentando dificuldades, fechando a temporada passada sem nenhuma vitória pela primeira vez desde 2011, apesar de ter conseguido o vice-campeonato, atrás da Red Bull.

Para 2024, a Mercedes adotou uma filosofia completamente nova com o W15. Embora tenha terminado o campeonato mais próxima da Red Bull do que a Ferrari, a equipe viu times como a própria Ferrari e a McLaren evoluírem mais ao longo da temporada.

Para Herbert, 2024 é um ano crítico para a Mercedes. Se a equipe não reconquistar a competitividade, pode acabar ficando mais para trás no grid.

“Eles precisam ter performance”, afirmou Herbert ao PlanetF1, quando questionado sobre a Mercedes na temporada 2024. “Este será um ano realmente crítico para eles. Porque se eles não conseguirem, ou não tornarem o carro competitivo, acho que será uma terrível espiral descendente, na qual eles já estão há alguns anos.”

“Sua mentalidade com o conceito anterior obviamente não funcionou, e se não funcionar este ano, acho que eles estarão numa situação horrível, provavelmente pensando que estão perdidos, porque não acho que saibam exatamente o que precisam fazer”, acrescentou.

O descontentamento de Lewis Hamilton com a direção do design do carro, onde foi ignorado em suas críticas sobre a estrutura fina das laterais, foi um ponto em destaque. O piloto britânico também lamentou a posição adiantada do cockpit no W14, o que segundo ele, prejudicava sua pilotagem.

No entanto, a Mercedes abordou essas questões, e ambos os pilotos comentaram durante os testes de pré-temporada na semana passada no Bahrein, que o novo carro é mais agradável de pilotar do que o anterior.

“Uma coisa que Lewis mencionou foi a posição do seu assento”, acrescentou Herbert. “Eu sei que ele foi movido um pouco para trás. É uma sensação horrível quando, como Lewis disse, você está sentado sobre o eixo dianteiro enquanto o carro gira em torno de você, pois não se sente nenhuma conexão com o carro. Então será interessante ver se isso torna o carro mais consistente, por exemplo”, encerrou o ex-piloto.