Lewis Hamilton começou a temporada 2026 da Fórmula 1 com sinais de recuperação na Ferrari, mas nem todos estão convencidos de que o recente desempenho do britânico representa uma virada definitiva. O ex-piloto da Scuderia, Eddie Irvine, afirmou que não considera garantido que o pódio do britânico na China seja prova de um retorno consistente à competitividade.
O sete vezes campeão de F1 conquistou seu primeiro pódio com a Ferrari no GP da China, resultado que veio um ano após sua primeira vitória em uma corrida Sprint pela equipe na mesma pista. Depois de uma temporada difícil em 2025, Hamilton mostrou evolução com o novo regulamento técnico e iniciou o campeonato com desempenho mais competitivo.
Noo GP da Austrália, Hamilton terminou em quarto lugar, ficando próximo do pódio e atrás do companheiro de equipe Charles Leclerc. Na China, levou a melhor sobre o monegasco em uma disputa direta e garantiu o terceiro lugar. No entanto, no GP do Japão, Leclerc voltou a se destacar e terminou em terceiro, enquanto Hamilton ficou apenas na sexta posição.
Esse desempenho mais discreto no Japão é justamente o ponto levantado por Irvine para pedir cautela. O ex-piloto da Ferrari, que correu pela equipe entre 1996 e 1999, acredita que ainda é cedo para falar em recuperação definitiva do britânico: “É sempre muito complicado para a equipe vermelha”, disse Irvine em entrevista à Gazzetta dello Sport. “Comparado ao ano passado, porém, acho que eles podem conquistar pelo menos uma vitória”.

Mesmo assim, o ex-piloto irlandês não vê o pódio na China como um indicativo claro de evolução: “Eu não consideraria isso garantido. Na China, ele subiu ao pódio pela primeira vez com a Ferrari, mas aquele é o circuito dele. No Japão, no entanto, ele foi superado por Charles Leclerc durante todo o fim de semana”, afirmou.
Após a corrida japonesa, o próprio Hamilton admitiu que teve dificuldades e sugeriu problemas de desempenho: “Foi ok, foi um fim de semana bem mediano para mim. Eu apenas tive dificuldades com potência na corrida por algum motivo, estava em desvantagem. Fiquei defendendo o tempo todo”, afirmou.
Hamilton também destacou que precisava entender o motivo da diferença: “Os caras ao meu redor pareciam ter mais potência hoje, então preciso entender por que isso aconteceu, se minha unidade de potência estava abaixo ou algo assim. Preciso entender”, completou.
Com quarto, terceiro e sexto lugares nas três primeiras corridas, Hamilton teve seu melhor início de temporada desde 2023, quando ainda defendia a Mercedes. Em 2025, seu primeiro ano na Ferrari, ele precisou de quatro etapas para entrar no top cinco, mostrando que, apesar das dúvidas, o início de 2026 representa uma evolução.
