A Fórmula 1 viu aumentar a pressão sobre a Ferrari após o GP de Miami. Mesmo levando o maior pacote de atualizações do grid para a etapa nos Estados Unidos, a equipe italiana saiu da corrida sem mostrar evolução clara de desempenho.
Lewis Hamilton terminou apenas em sexto, enquanto Charles Leclerc foi oitavo após uma corrida complicada. O monegasco chegou a liderar na primeira volta, mas perdeu rendimento ao longo da prova, rodou na volta final e ainda recebeu uma punição de vinte segundos por exceder os limites de pista em várias ocasiões.
O resultado chamou atenção especialmente porque a Ferrari levou onze atualizações para Miami após uma pausa de cinco semanas no calendário. Ex-engenheiro de corrida da equipe e conhecido pelo trabalho ao lado de Felipe Massa, Rob Smedley acredita que o cenário pode ser preocupante para o desenvolvimento do SF-26.
“É um pouco destruidor para o moral, porque isso cria um ciclo negativo do ponto de vista técnico”, afirmou Smedley no High Performance Racing Podcast. “Você começa a tentar entender o que trouxe, o que funciona e o que não funciona.” Segundo ele, o maior risco é existir uma diferença entre os dados vistos no túnel de vento e o comportamento real do carro na pista.

Leclerc também demonstrou preocupação com a degradação dos pneus durante a corrida em Miami e pediu que a Ferrari investigue a perda de rendimento apresentada no Hard Rock Stadium. Hamilton, por sua vez, teve sua corrida comprometida logo no início após um toque com Franco Colapinto e terminou mais de cinquenta segundos atrás do vencedor Kimi Antonelli.
Smedley alertou que, caso a correlação entre simulação e pista esteja errada, a Ferrari poderá desperdiçar tempo precioso de desenvolvimento tentando descobrir a origem do problema. “Você entra em um processo de engenharia reversa, volta para o túnel de vento e isso trava todo o desenvolvimento que deveria estar sendo feito para deixar o carro mais rápido”, explicou. O britânico ainda lembrou que o tempo de túnel de vento e CFD é limitado pelo regulamento aerodinâmico da Fórmula 1, tornando o problema ainda mais crítico para a equipe italiana.
