Claire Dubbleman falou pela primeira vez sobre sua saída da FIA e da Fórmula 1 e sua ida para a Arábia Saudita. A dirigente ocupava o papel de vice-diretora de corrida na categoria, a única mulher a ocupar a função.
Recentemente, a holandesa publicou em suas redes sociais sua despedida do certame e da entidade máxima do esporte por decisão própria. A dirigente ficou nove anos na federação e chegou ao importante cargo.
Após algum tempo, então, e especulações sobre sua saída, Dubbelman explicou que ela conscientemente escolheu não responder nenhum comentário publicamente de maneira imediata.

“Não fiz nenhuma declaração até agora porque nunca quis que minha saída refletisse negativamente na FIA. Fiz todo o possível para sair em bons termos e continuo a considerar muitos dos meus antigos colegas como queridos amigos. Depois de quase uma década na FIA, senti que tinha chegado a um ponto em que havia aproveitado ao máximo todas as oportunidades disponíveis para mim dentro da organização”, falou.
“Ficou claro para mim que o próximo passo na minha carreira exigia um ambiente diferente. Minhas decisões de carreira nunca foram sobre conforto. Para mim, sempre foi sobre crescimento, responsabilidade e impacto. Repeti isso em entrevistas que fiz nos últimos anos”, continuou.
“Esta mudança não significa abandonar a FIA, mas sim assumir um papel em um novo ambiente que me desafia em um nível superior.
Isso me proporciona uma perspectiva para contribuir e desenvolver o esporte de uma maneira que eu não considerava possível em minha função anterior. Estou genuinamente entusiasmada por estar na Arábia Saudita. Há muitas oportunidades aqui”, seguiu.
“Na minha opinião, eu não deixei a Fórmula 1. De muitas maneiras, a F1 ainda faz parte do meu dia a dia. Estando aqui, sinto que faço parte do seu futuro, ajudando a Federação Saudita de Automobilismo a pavimentar o caminho; facilitando o desenvolvimento de talentos e a criação de infraestrutura para que o esporte prospere”, concluiu.
