Nigel Mansell, campeão mundial de Fórmula 1 em 1992, alertou que os atuais modelos de copropriedade de equipes na categoria representam um “caminho perigoso a seguir”. O tema ganhou força após críticas de Zak Brown, CEO da McLaren, que questionou os arranjos existentes, além de especulações sobre o interesse da Mercedes em adquirir participação minoritária na Alpine.
Em entrevista, Mansell afirmou: “Eu não tenho tanta certeza sobre a propriedade múltipla de equipes. É um caminho perigoso a seguir”. Ele completou: “Estar associado ou possuir mais do que você precisa possuir, o monopólio entra em jogo.”
O ex-piloto da Williams também lamentou o desaparecimento das equipes independentes no esporte. “Eu acho que esta é provavelmente a pergunta mais dinâmica que você pode fazer neste momento, porque se olharmos para trás, obviamente, ao longo dos anos, tivemos empreendedores e pessoas incríveis que possuíam equipes. Jamais esquecerei o saudoso Colin Chapman, que foi um inovador, designer e engenheiro fantástico”, disse.

Segundo Mansell, o alto custo atual impede a entrada de novos competidores. “Agora, está cristalizado no fato de que, a menos que você tenha centenas e centenas e centenas de milhões de libras para gastar, você não consegue competir. É um círculo meio fechado”, afirmou. Ele ainda destacou possíveis vantagens competitivas desses modelos. “Como você compete com elas? E quando elas têm equipes de segundo escalão, ou estão envolvidas lá também, isso tem que ser uma vantagem”, disse.
Mansell defendeu um grid mais independente, sugerindo: “Seria bom ter 13 equipes novamente, 26 carros, todos independentes uns dos outros, a menos que você esteja alugando o motor ou algo do tipo.”
