F1 estuda mudanças nas sessões de classificação já para este ano

A Fórmula 1 pode promover mudanças importantes no formato das sessões de classificação, já dentro do regulamento de 2026 atualmente em vigor. Entre as ideias em discussão, a liberação do modo reta de forma mais ampla, ou até ilimitada, surge como alternativa para tornar as sessões classificatórias mais interessantes.

Essas discussões ganharam força após o GP do Japão, especialmente depois da forte batida de Oliver Bearman da Haas durante a corrida. O episódio acelerou debates não apenas sobre segurança, mas também sobre o desempenho dos carros e o impacto visual das diferenças de velocidade.

Segundo informações do The Race, integrantes do paddock demonstram preocupação com a desaceleração repentina dos carros e as diferenças de velocidade, causadas pela recuperação de energia das baterias, que além de levantar questões de segurança, também prejudicam a imagem da categoria. Com isso, surgiram diversas propostas para ajustar o comportamento dos carros.

Uma das sugestões envolve reduzir o nível de liberação de energia dos atuais 350 kW para 200 kW. A ideia é distribuir a potência por um período mais longo nas retas, suavizando as diferenças de velocidade. Outra proposta considera aumentar a captação de energia do ‘superclipping’ de 200 kW para 350 kW, embora a publicação indique que o impacto dessas mudanças seria limitado.

Também já está em teste a redução do ‘harvesting’ (captação da energia). Atualmente em 9 MJ, o valor foi reduzido para 8 MJ na sessão de classificação no Japão, com a proposta de cair para 6 MJ para o restante da temporada. Essa medida diminuiria a necessidade de ‘lift-and-coast’, mas poderia gerar outro problema, o aumento do tempo de volta em até dois segundos devido à queda de velocidade nas retas.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

Outra alternativa debatida é alterar o fluxo de combustível permitido durante as sessões de classificação, como foi feito no Japão. Porém, há receio de que essa mudança afete a confiabilidade das unidades de potência, já que os componentes internos foram projetados com base nos limites atuais.

Nesse cenário, surge a proposta considerada mais ousada, a ampliação do uso da aerodinâmica ativa durante a classificação. A ideia é permitir o modo reta além das zonas predefinidas, incluindo trechos de alta velocidade, como a curva 130R do Circuito de Suzuka.

Segundo o relatório, estudos já avaliam até mesmo o uso ilimitado do modo reta durante os treinos classificatórios. A medida poderia reduzir o arrasto aerodinâmico, aumentar as velocidades e tornar as voltas mais competitivas, objetivo que vem sendo discutido no paddock com foco em melhorar o espetáculo da Fórmula 1.



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