As equipes do pelotão intermediário da Fórmula 1, estão preocupadas com o aumento da diferença para os times de ponta em 2026, após as primeiras sessões de testes da pré-temporada no Bahrein. Com as novas mudanças nos regulamentos de chassi e unidades de potência, as quatro principais equipes do ano passado, McLaren, Mercedes, Red Bull Racing e Ferrari, parecem continuar dominando, e a distância para as equipes do meio do grid aumentou.
Carlos Sainz, da Williams, comentou sobre a dificuldade em reduzir essa diferença: “Parece que a diferença para os times de cima, as quatro equipes que lideraram o ano passado, aumentou. Vai ser preciso muito trabalho nos próximos meses para tentar recuperar isso”, afirmou o espanhol.
Esteban Ocon, da Haas, foi ainda mais direto: “Eu gostaria de responder algo diferente, mas no momento, as quatro equipes principais estão bem à frente. No ano passado, víamos os dez primeiros dentro de três, quatro décimos em algumas corridas, agora acho que o top 8 está dentro disso, mas depois disso, estamos falando de segundos de diferença”. Ocon ainda ressaltou que a situação pode mudar conforme as atualizações nos carros, citando o avanço da Audi com novos componentes.
A equipe mais rápida do pelotão intermediário foi a Haas, com Oliver Bearman registrando 1m35.394s, enquanto a Alpine de Franco Colapinto foi a única outra a marcar no mesmo intervalo de tempo, na casa dos 1m35s. Enquanto isso, a Mercedes foi a mais rápida entre as equipes de ponta, com Kimi Antonelli cravando 1m33.669s.

O chefe da Racing Bulls, Alan Permane, reconheceu que as mudanças regulatórias, especialmente as relacionadas à aerodinâmica e ao limite de gastos, fizeram com que as equipes menores perdessem terreno: “Quando há uma grande mudança de regulamentos, os times grandes tendem a se afastar, e os times menores ficam para trás”, disse Permane. Ele apontou que a chave para o sucesso das equipes de ponta está na infraestrutura superior e na experiência de engenheiros de alto nível, que naturalmente se concentram nas equipes mais bem-sucedidas.
Apesar da crescente diferença, Permane e outros membros do pelotão intermediário, mantêm a esperança de que a estabilidade futura dos regulamentos permitirá uma aproximação mais significativa: “O que todos queremos mais do que tudo, é uma corrida competitiva, onde não sabemos quem vai ganhar até a última volta. Esse é o objetivo de todos”, concluiu o chefe da Racing Bulls.
Com o início da temporada 2026 se aproximando com o GP da Austrália em 08 de março, as equipes do meio do grid terão que encontrar maneiras criativas e estratégicas para reduzir essa distância, enquanto as grandes equipes continuam a dominar com sua vantagem técnica e histórica.
