Toni Cuquerella, engenheiro espanhol e comentarista, propôs uma simulação com o objetivo de eliminar totalmente a questão do superclipping para o GP de Miami da Fórmula 1 em maio.
O engenheiro trabalhou na categoria entre 2006 e 2012 com a HRT, Super Aguri e Sauber, antes de uma breve passagem pela Ferrari em 2015 e 2016. Então, em seu perfil no X [antigo Twitter], deu sugestões de como a F1 pode resolver um dos principais problemas vistos nas três primeiras corridas do ano.
Em sua proposta, sugere uma série de ajustes pensados nos parâmetros da unidade de potência: reduzir a potência positiva máxima de 350 kW para 200 kW, manter a captação máxima em 350 kW, diminuir a recarga máxima de energia de 9 MJ para 6 MJ e reduzir pela metade a taxa de variação de 100 kW/s para 50 kW/s, além de alterar o equilíbrio MGU-K/ICE de 50/50 para 36/64.
Segundo suas simulações, essas alterações iriam proporcionar uma velocidade máxima na casa de 328 km/h um pouco antes do ponto de frenagem, em comparação aos atuais 338 km/h das regras existentes. Com uma diferença de apenas 10 km/h, iria eliminar o superclipping.
E apesar dos ajustes, a perda de rendimento estaria limitada a cerca de 1s4 por volta, com os carros ainda sendo 8s mais velozes em comparação aos da Fórmula 1.
Obviamente, as mudanças são quase impossíveis de serem implementadas a curto prazo, já que alterar o equilíbrio entre combustão interna e potência elétrica exigiria uma reformulação completa da arquitetura do motor.
Simulaciones de F1 Miami 2026 🇺🇸.
Como mejorar sin cambiar el hardware, ya que aumentar el flujo de gasolina seria hacer un motor completo nuevo.Mi propuesta:
🟢200 kW potencia positiva máxima (eran 350 kW)
🟢350 kW potencia carga máxima. Se mantiene.
🟢6 MJ de energía recarga… pic.twitter.com/vXzRIRQ9TX— Toni Cuquerella (@tonicuque) April 1, 2026
