A Fórmula 1 pode ter uma grande lacuna no calendário da temporada 2026. Segundo informações do RacingNews265, a categoria encara um cenário possível de não ter corridas durante o mês de abril por conta do conflito no Oriente Médio.
No início da semana, notícias foram divulgadas de que planos de contingência estavam sendo debatidos para o caso de as provas no Bahrein e na Arábia Saudita serem canceladas. Tudo porque o Irã está respondendo os ataques dos Estados Unidos e Israel mandando mísseis nos países vizinhos, assim como em Dubai, Abu Dhabi, Omã e Catar.
No Bahrein, uma base norte-americana foi acertada e explodida, enquanto bases de energia da Arábia Saudita também foram alvo. Mais explosões foram reportadas na quinta-feira no Bahrein.
Enquanto a Fórmula 1 está monitorando a situação e trabalhando com as autoridades relevantes, não dá para negar que o relógio está rolando e as datas no calendário estão cada vez mais próximas.

Mas um problema logístico está vindo: a carga do GP da China, que acontece na próxima semana, é necessária para o Bahrein. Para lidar com toda a logística e burocracia, é necessário que uma decisão seja rapidamente tomada, além de o aeroporto do Bahrein ser declarado seguro para operações aéreas – no momento, o espaço aéreo do Oriente Médio está fechado.
Na questão das taxas para receber corridas, o Bahrein e a Arábia Saudita pagam um combinado de, no mínimo, $100 mi.
Neste ponto do conflito, uma força maior obrigaria no cancelamento de ambas as corridas, já que não seria seguro para que a Fórmula 1 viaje para qualquer um desses países. Com isso, as taxas não seriam pagas e em uma enorme bola de neve, um déficit na receita anual na categoria poderia acontecer.
Embora a categoria busque substituições para as corridas, com Ímola e Portugal surgindo como opções, tem ficado cada vez mais claro que pode não haver GPs entre o Japão e Miami, como traz o RacingNews365.
A maior preocupação para GPs na Itália ou em Portugal, por exemplo, é a logística necessária para organizar uma etapa com tão pouco tempo de antecedência e conseguir o dinheiro suficiente com a venda de ingressos para cobrir qualquer taxa de hospedagem.
