O icônico circuito de Nurburgring, voltou a receber a Fórmula 1 pela primeira vez desde 2020, mas esse retorno para a realização de testes dos pneus da Pirelli durante a pausa forçada em abril, não foi totalmente tranquilo. Um problema técnico com a McLaren interrompeu parte do programa de testes no circuito alemão.
A atividade contou com a participação da Mercedes e da McLaren e marcou mais uma etapa importante de desenvolvimento, especialmente em um momento inicial das novas regras. Apesar do contratempo, George Russell e Oscar Piastri conseguiram completar um número significativo de voltas, fornecendo dados relevantes para as equipes e para a fornecedora de pneus.
O circuito de Nurburgring não recebia carros da Fórmula 1 desde a temporada de 2020, quando foi incluído no calendário para substituir etapas canceladas pela pandemia de COVID-19. O retorno aconteceu na terça-feira (14), embora não tenha sido no longo traçado de mais de 20 km do Nordschleife-Nurburgring, onde Max Verstappen irá correr neste próximo final de semana em uma proca de endurance na categoria GT3.
Durante o teste, Russell e Piastri iniciaram o trabalho após voltas de instalação com pneus intermediários. Em seguida, ambos passaram a utilizar pneus slicks, dando início ao programa planejado pela Pirelli. Segundo a fabricante italiana, ‘os pilotos completaram várias sequências de oito voltas na primeira parte do programa, testando diferentes variantes de construção com o composto C3’.

Na parte final da sessão, as soluções consideradas mais promissoras foram avaliadas em distâncias maiores: “As soluções consideradas mais promissoras foram então avaliadas em distâncias mais longas no fim da tarde pelo piloto britânico, especificamente para validar o comportamento em uma quilometragem mais representativa”, informou a Pirelli.
Entretanto, o trabalho da McLaren foi prejudicado por um problema técnico no carro de Piastri. A falha manteve o australiano nos boxes desde a pausa para o almoço até quase o fim da sessão. A natureza do problema não foi divulgada.
Mesmo com a interrupção, Piastri completou 65 voltas, somando 335 quilômetros, com melhor tempo de 1:35.096. Russell, por sua vez, teve um dia mais produtivo, com 127 voltas e 654 quilômetros percorridos, registrando a melhor marca de 1:33.899.
Os testes continuam nesta quarta-feira (15) na região de Eifel, na Alemanha. A atividade oferece tempo de pista valioso para as equipes neste estágio inicial das novas regras, além de fornecer dados importantes para o desenvolvimento dos pneus.
