Bernie Ecclestone expressou solidariedade a Lawrence Stroll, proprietário da Aston Martin, ao refletir sobre os desafios que a equipe enfrenta na busca pelo título de Fórmula 1. Comparando a situação da Aston Martin à busca interminável da Ferrari por sucesso, o ex-proprietário da F1, afirmou que ‘não se pode comprar’ um título mundial e que, sem as peças certas no lugar, uma equipe pode passar a vida inteira perseguindo o sucesso.
Sob a liderança de Stroll, a Aston Martin tem investido pesadamente em sua infraestrutura, com a criação de uma nova fábrica, túnel de vento e simulador, além da contratação do renomado projetista Adrian Newey e da parceria com a Honda para o fornecimento de motores. Contudo, Ecclestone reconheceu que, apesar desses esforços, o caminho para o título será longo, e o time britânico enfrenta dificuldades para alcançar os resultados desejados.
A pré-temporada da equipe foi mais difícil do que o esperado, com o AMR26, o primeiro carro projetado por Newey, enfrentando problemas significativos, incluindo a falta de confiabilidade do motor Honda. A equipe completou menos de 400 voltas nos seis dias de testes no Bahrein, com problemas no motor e na bateria limitando os testes, especialmente no último dia.

Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin, concordou que a parceria com a Honda tem sido um desafio, com problemas em todas as áreas do AMR26. Ele também confirmou que não se pode culpar exclusivamente a Honda pelos problemas da equipe, pois existem questões em diversos setores do carro. A Honda, por sua vez, reconheceu dificuldades com as vibrações inesperadas do motor, o que comprometeu o plano de testes.
Apesar das dificuldades, Ecclestone ressaltou que, assim como a Ferrari, a Aston Martin pode estar em um processo longo de busca pela combinação perfeita para conquistar o tão desejado título na Fórmula 1: “O fato de sempre faltar uma peça no quebra-cabeça do título, já foi e é bem ilustrado pela Ferrari”, concluiu Ecclestone.
