F1: Ecclestone admite culpa em caso de fraude financeira

Bernie Ecclestone, ex-chefe da Fórmula 1, se declarou culpado em uma acusação de fraude, após não declarar mais de US$ 490 milhões em ativos no exterior.

Ecclestone ascendeu na Fórmula 1 como proprietário da equipe vencedora de títulos Brabham entre 1972-1987, e atuou como CEO da Fórmula 1 por mais de 40 anos até janeiro de 2017.

A aquisição da F1 pela Liberty Media no final de 2016, resultou na saída de Ecclestone. Ele foi então nomeado Presidente Emérito dentro da organização reestruturada.

Em julho passado, o Crown Prosecution Service afirmou que Bernard Charles Ecclestone, foi indiciado por fraude por e falsa representação, após uma investigação da HMRC, relacionada a um caso de fraude cometido em 07 de julho de 2015.

Ecclestone não declarou mais de US$ 490 milhões em trusts que ele detinha em uma conta bancária em Singapura. Comparecendo ao Tribunal da Coroa de Southwark, Ecclestone agora se declarou culpado da acusação apresentada contra ele.

Falando sobre a situação, o promotor Richard Wright KC disse: “O Sr. Ecclestone não foi totalmente claro sobre como a propriedade das contas em questão estava estruturada. Portanto, ele não sabia se estava sujeito a impostos, juros ou penalidades em relação às quantias que passavam pelas contas. O Sr. Ecclestone reconhece o erro e agora aceita que alguns impostos são devidos em relação a essas questões.”

Enquanto isso, Simon York, diretor do Serviço de Investigação de Fraudes da HMRC, afirma que o processo ‘segue uma investigação criminal complexa e mundial’, sobre as atividades de Ecclestone.

“A acusação criminal se refere a passivos fiscais projetados decorrentes de mais de US$ 490 milhões de ativos no exterior que foram ocultados da HMRC. A HMRC está do lado dos contribuintes honestos e tomará medidas rigorosas sempre que suspeitarmos de fraude fiscal. Nosso recado é claro, ninguém está além do nosso alcance”, finalizou York.