A Fórmula 1 deixou há muito tempo de ser apenas um esporte voltado para fãs de automobilismo. Hoje, a categoria é um dos produtos esportivos mais consumidos do mundo, com audiências globais, presença forte no entretenimento digital e um apelo comercial que vai muito além do setor automotivo. Esse crescimento abriu espaço para marcas de tecnologia, streaming, fintechs e também para o universo do iGaming. Portanto, não é de estranhar ver os logotipos de algumas plataformas de jogos online, entre as que normalmente são listadas em sites de comparação como o oddschecker, aparecerem nos macacões dos pilotos e nas cores das principais equipes.
Esse movimento é fruto do aumento de popularidade da modalidade. Atualmente, a F1 oferece visibilidade global, associação a inovação e uma base de fãs cada vez mais conectada. Para empresas ligadas a jogos online, apostas e entretenimento digital, trata-se de um território estratégico. Nos últimos anos, alguns acordos se destacaram pelo impacto financeiro, pela exposição gerada e pela forma como aproximaram dois mundos que compartilham conceitos como risco, estratégia e tomada de decisão em alta velocidade.
Sauber e Stake. quando o patrocínio vira identidade
Um dos casos mais emblemáticos é a parceria entre a Sauber e a Stake. Em 2023, o acordo foi além de um simples espaço no carro ou no uniforme. A equipe passou a competir oficialmente como Stake F1 Team, num contrato avaliado em dezenas de milhões de dólares por temporada. Para uma equipe tradicional, mas fora do grupo das gigantes do grid, esse tipo de patrocínio representa fôlego financeiro real.
Na prática, o investimento ajudou a manter a Sauber competitiva num cenário cada vez mais caro. Infraestrutura, desenvolvimento técnico e contratação de talentos dependem diretamente desse tipo de parceria. Do outro lado, a Stake ganhou exposição em praticamente todos os mercados onde a F1 é transmitida, associando sua marca a um esporte premium e altamente tecnológico.
Red Bull e PokerStars. estratégia dentro e fora das pistas
Outro acordo relevante foi a parceria entre a Red Bull Racing e a PokerStars. Diferente de contratos puramente visuais, essa colaboração apostou em conteúdo e experiências. A marca de poker explorou paralelos entre o raciocínio estratégico do jogo e as decisões tomadas em uma corrida de Fórmula 1.
Ações digitais, vídeos especiais e experiências exclusivas para fãs fizeram parte do pacote. Esse tipo de abordagem mostra como o patrocínio evoluiu. Não se trata apenas de estampar um logotipo, mas de criar narrativas que conectem públicos diferentes. Para a Red Bull, que já trabalha sua imagem de forma muito integrada ao entretenimento, a parceria fez sentido. Para a PokerStars, foi uma forma de reforçar posicionamento sem depender apenas da publicidade tradicional.
Outros exemplos que ajudaram a consolidar a tendência
Para além das anteriores, várias marcas de iGaming optaram por estratégias mais segmentadas dentro da Fórmula 1, como a Betway, com acordos regionais e ativações pontuais ligadas a eventos específicos do calendário, sobretudo em visibilidade digital e hospitalidade corporativa em Grandes Prémios europeus.
Outro caso é o da 1xBet, que ao longo das últimas temporadas apareceu associada a conteúdos e campanhas internacionais ligadas à F1, especialmente em mercados emergentes. A estratégia passou pela associação à narrativa global da categoria, usando a Fórmula 1 como ativo de notoriedade e posicionamento premium.
Há ainda exemplos como a VBET, que apostou em parcerias com equipes de meio do grid e ativações adaptadas à legislação local. Em alguns países, a marca surge de forma direta. Em outros, através de versões alternativas ou campanhas institucionais, respeitando os limites regulatórios sem abdicar da ligação ao esporte.
Este tipo de abordagem mostra como o iGaming se integrou de forma madura ao ecossistema da Fórmula 1. Não se trata apenas de exposição massiva, mas de leitura de mercado, adaptação legal e uso estratégico de um campeonato que funciona hoje como plataforma global de entretenimento, tecnologia e negócios.
O que esperar para 2026
Olhando para 2026, a tendência é de continuidade. A Fórmula 1 segue expandindo sua presença em novos mercados, investindo em experiências digitais e reforçando sua ligação com entretenimento e tecnologia, representando novas oportunidades para as empresas de iGaming.
No futuro, é provável que vejamos acordos mais focados em conteúdo, experiências imersivas e integração digital, em vez de simples exposição visual, já que o patrocínio evolui junto com o consumo de mídia e da F1.
No fim, esses acordos mostram como o esporte se reinventa e abriu espaço para diferentes setores que encontram visibilidade, inovação e conexão com o público.
