O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, voltou a falar sobre o futuro do GP da Itália em Monza, destacando que, apesar do contrato válido até 2031, o autódromo precisa acelerar o ritmo de suas modernizações para acompanhar a evolução da categoria.
“Monza está correndo em um ritmo de média distância, mas é preciso dar um passo adiante”, afirmou Domenicali em conversa com jornalistas italianos. Ele citou o exemplo da Hungria, que realizou grandes melhorias em apenas um ano, reforçando que, quando há apoio do país para investir em visibilidade, turismo e negócios, os resultados aparecem. “Se há um país por trás que acredita na Fórmula 1, não há desculpas, é possível fazer”, disse ele.
Nos últimos anos, o circuito já passou por reformas importantes, como a repavimentação completa da pista, a criação e reestruturação de túneis para melhorar o fluxo de pessoas, obras de drenagem e intervenções em áreas ao redor do autódromo. Mas segundo Domenicali, ainda falta priorizar o público: “Alguns trabalhos foram feitos, como os túneis, mas agora é necessário iniciar intervenções para os torcedores, aqueles que vivem o GP como participantes ativos”.

O dirigente reforçou que a Fórmula 1 espera ações imediatas: “Esperamos, e vamos discutir isso nos próximos dias, que as obras avancem o quanto antes. Não há muito tempo disponível. A pressão de outros circuitos cresce até mesmo na Europa”, acrescentou.
Por fim, Domenicali deixou claro que não bastam promessas: “Acredito que seja justo Monza reagir. Os trabalhos precisam começar a partir de 8 de setembro. Há muito a ser feito, porque existe um contrato até 2031 garantindo o futuro do GP da Itália, mas todas as garantias necessárias devem estar em vigor, nada de conversa vazia, apenas planos definitivos e claros”, completou o CEO da categoria.
