Neste final de semana do GP do Canadá, a Fórmula 1 terá uma reunião decisiva para discutir as futuras regras de motores para 2027. O encontro entre os fabricantes pode definir o futuro das mudanças anunciadas recentemente pela FIA, que correm risco de não serem aprovadas por falta de consenso entre as montadoras.
A entidade revelou neste mês a intenção de alterar a divisão de potência das unidades de potência a partir da próxima temporada. A proposta prevê uma relação de 60% para o motor a combustão e 40% para a parte elétrica, substituindo o atual conceito de equilíbrio próximo de 50% para cada sistema.
Essa mudança foi discutida inicialmente antes do GP de Miami e surgiu após críticas ao comportamento dos carros sob os novos regulamentos. Nas primeiras corridas, os pilotos precisaram recorrer com frequência ao ‘lift and coast’ e ao chamado ‘super clipping’, para economizar ou recuperar energia ao longo das voltas.
Apesar de existir apoio geral entre os fabricantes sobre a necessidade de rever a divisão de potência, ainda não há acordo sobre quando isso deveria entrar em vigor. Algumas montadoras defendem a implementação já em 2027, enquanto outras acreditam que a alteração deveria ser adiada para 2028.

Segundo informações do RacingNews365, a Audi possui grandes preocupações em relação ao novo cenário. A fabricante alemã teria investido fortemente no conceito original de divisão 50-50 e não estaria disposta a assumir novos custos elevados, para redesenhar novamente sua unidade de potência para o modelo 60-40.
Por outro lado, a Mercedes HPP, apontada como responsável pelo motor mais forte dentro das regras atuais, estaria favorável às alterações propostas pela FIA. Já a Honda, que enfrenta dificuldades com o novo regulamento, apoiaria qualquer direção definida pela entidade máxima do automobilismo.
As conversas entre FIA, fabricantes e representantes da Fórmula 1, estão programadas para acontecer ao longo do fim de semana em Montreal. O resultado das discussões pode ser determinante para definir se a categoria seguirá adiante com a mudança nos motores, ou se o plano acabará adiado diante das divergências entre as montadoras.
