A desclassificação de Lewis Hamilton do GP dos Estados Unidos da F1 é um ponto sensível para a Mercedes. Inclusive, James Allison, diretor-técnico, admitiu que o episódio é embaraçoso para toda a equipe.
Na corrida de domingo em Austin, o sete vezes campeão mundial conseguiu repetir seu melhor resultado do ano. No Circuito das Américas, cruzou a linha de chegada na segunda colocação a apenas 2s2 de Max Verstappen.
Acontece que o pódio não pôde se manter porque em uma investigação após a corrida, tanto o inglês quanto Charles Leclerc foram desclassificados por conta de irregularidades em seus assoalhos.
“Austin é uma pista com uma superfície muito ondulada e, portanto, você fica um pouco mais vulnerável a bater o carro no chão. Simplesmente não tivemos margem suficiente no final do primeiro treino livre. Quando estabelecemos nosso ajuste, checamos a placa e tudo parecia bem, sem tocar após o final do TL1. Mas os resultados da corrida falam por si só”, explicou Allison.
“Estávamos ilegais, então, claro, tínhamos de ter feito nosso ajuste um pouco mais alto para nos dar um pouco mais de margem. É claro que é um erro, é um tipo de erro que dá para entender em um final de semana de Sprint onde é mais difícil conseguir as coisas do jeito certo, especialmente em uma pista ondulada. Mas uma lição para o futuro”, pontuou.
James ainda indicou como todos lamentaram na Mercedes o desfecho do final de semana. “Claro que a desclassificação é um golpe significativo. É uma sensação miserável. Dói e todo mundo aqui sente isso. Todo mundo está chateado e até certo ponto envergonhado porque não gostamos de estar do lado errado das regras e apenas lamentar os pontos perdidos”, concluiu.
