Steve Nielsen, diretor-geral da Alpine, comentou sobre o debate em torno da taxa de compressão do motor Mercedes, um dos assuntos mais discutidos nesta pré-temporada da Fórmula 1. A Alpine, que este ano passou a usar motores Mercedes após anos com unidades Renault (proprietária da Alpine), é uma das equipes que poderia potencialmente se beneficiar de uma vantagem relacionada à taxa de compressão.
Nielsen abordou a questão com tranquilidade, afirmando que, em sua opinião, as regulamentações são claras quanto à medição da taxa de compressão: “A minha visão pessoal é que não estou preocupado com isso porque as regulamentações são cristalinas sobre quando a taxa de compressão deve ser medida”, disse ele, acrescentando que alguns times tentam introduzir novos parâmetros, mas que isso é algo de conhecimento próprio de quem propõe tais mudanças.
O diretor da Alpine também expressou total confiança na Mercedes, dizendo: “A Mercedes construiu a unidade de potência de boa fé, com um conjunto de regulamentos muito claro, e a Alpine está satisfeita com a escolha”. Nielsen reforçou ainda a confiança na FIA para tomar as decisões corretas sobre o assunto.

Porém, ele levantou uma preocupação mais ampla sobre o impacto de mudanças nas regras que já são claras, argumentando que, se uma regulamentação claramente escrita pode ser contestada por outros times, isso poderia abrir precedentes para que qualquer aspecto do regulamento fosse desafiado: “Se certos times não gostarem de algo claramente escrito, e de repente um grupo de pressão puder mudar isso, estaremos entrando em um mundo completamente diferente”, acrescentou.
Nielsen concluiu sua fala questionando a FIA diretamente: “A pergunta mais fundamental é se queremos realmente um esporte onde coisas claramente escritas, possam ser desafiadas porque alguém simplesmente queira?” A resposta, segundo ele, cabe à FIA.
