F1: Diferença de desempenho da Mercedes deixa equipes clientes em alerta

As equipes clientes da Mercedes, McLaren e Williams, enfrentaram dificuldades para acompanhar o desempenho da equipe fabricante com seu motor durante o GP da Austrália de Fórmula 1, revelando um desafio técnico significativo para as primeiras corridas da temporada 2026.

O chefe da Williams, James Vowles, admitiu que o trabalho da Mercedes em sua unidade de potência pegou a equipe de surpresa: “O que a Mercedes está fazendo na unidade de potência nos pegou desprevenidos. Só na sessão de classificação conseguimos realmente perceber o quão atrás estávamos. Isso representa provavelmente três décimos de segundo, mais ou menos”, disse Vowles.

Apesar da diferença clara de desempenho, Vowles reforçou a confiança na transparência da Mercedes: “Estou confiante de que a Mercedes nos forneceu tudo o que precisamos, porque eles são muito meticulosos. O que eles forneceram nos dá a capacidade de fazer o que estão fazendo. No momento, não sei como fazer isso, e é nisso que estamos trabalhando nos bastidores, tentando descobrir o que perdemos e como chegar lá mais rápido”.

Ele também destacou que a responsabilidade de explorar todo o potencial do motor recai sobre a própria Williams: “Não é uma porta aberta, como se poderia imaginar, porque essa é a base da Mercedes. Portanto, cabe a nós contornar isso. Precisamos reconhecer que nós, da Williams, não temos a sofisticação que eles possuem em diferentes condições de temperatura. Definitivamente, isso é nossa responsabilidade, não deles”, concluiu Vowles.

Carlos Sainz (ESP) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Andrea Stella, chefe da McLaren, corroborou a posição de Vowles, destacando que sua equipe também tem agido de forma reativa à unidade de potência: “A discussão com a HPP-Mercedes sobre ter mais informações, vem acontecendo há semanas, porque mesmo nos testes, basicamente íamos para a pista, rodávamos com o carro, analisávamos os dados e pensávamos: ‘Ok, é isso que temos. Bom, agora reagimos ao que temos’, mas não é assim que se trabalha na Fórmula 1”, afirmou Stella.

Ele acrescentou que, com as novas regras, McLaren sente pela primeira vez estar em desvantagem como equipe cliente: “Tenho que dizer que, desde que somos equipe cliente, é a primeira vez que sentimos que estamos atrás, mesmo em nossa capacidade de prever como o carro vai se comportar e antecipar melhorias”, finalizou Stella.

A Mercedes comemorou uma dobradinha em Melbourne com George Russell e Kimi Antonelli, enquanto McLaren viu Lando Norris terminar em quinto, e Oscar Piastri abandonar inda na volta de formação após bater sozinho, e a Williams terminou com Alex Albon em 12º e Carlos Sainz em 15º.