F1: Desafio para McLaren com política de igualdade entre pilotos em 2026

A McLaren se prepara para um dos maiores desafios de sua história com a intensificação da guerra de desenvolvimento na Fórmula 1 em 2026, o que poderá colocar à prova sua política de tratar seus pilotos igualmente, com as chamadas ‘regras papaya’. A equipe britânica, que foi campeã de construtores e pilotos com Lando Norris em 2025, irá enfrentar um dilema em relação à atualização de seu carro, com uma taxa de desenvolvimento altíssima prevista devido às novas regulamentações que entrarão em vigor.

No ano passado, a McLaren se comprometeu a garantir que ambos os pilotos, Norris e Oscar Piastri, tivessem as mesmas condições, sempre trazendo atualizações para os dois carros ao mesmo tempo. Piastri destacou, no início de 2024, que os dois pilotos teriam ‘o mesmo carro a cada fim de semana sempre que possível’: “Com o bom desempenho que tivemos no Campeonato de Construtores e com ambos lutando pelo Campeonato de Pilotos, é esperado que tenhamos a mesma oportunidade agora”, afirmou Piastri.

Contudo, com a chegada das novas regulamentações e o aumento das atualizações de performance, o cenário pode mudar. Karun Chandhok, ex-piloto de Fórmula 1 e atual comentarista, levantou a preocupação de que, devido à alta taxa de desenvolvimento dos novos carros, a McLaren pode se ver forçada a fazer escolhas difíceis em relação à atualização de seus carros: “Haverá momentos, especialmente no início da temporada 2026, em que a equipe precisará acelerar algum desenvolvimento, mas pode ser que apenas uma atualização chegue a tempo”, afirmou Chandhok.

Oscar Piastri (AUS) McLaren MCL39 and Lando Norris (GBR) McLaren MCL39 battle for position at the start of the race.
Foto: XPB Images

Além disso, a Mercedes, fornecedora de motores da McLaren, também pode gerar mais desafios. Embora a fabricante tenha a obrigação de fornecer o mesmo motor para todas as equipes, Chandhok acredita que a Mercedes, como equipe principal, estará em uma posição mais vantajosa para integrar o novo motor. Isso pode dar a George Russell, da Mercedes, uma vantagem sobre Norris na disputa pelo título de 2026.

À medida que a F1 se aproxima de um novo ciclo de desenvolvimento, será interessante ver como a McLaren irá lidar com essas questões e se sua política de igualdade entre pilotos se manterá intacta frente aos desafios de desenvolvimento.



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