F1: De la Rosa pede união na Aston Martin diante da crise com Honda

O ex-piloto de Fórmula 1 e atual embaixador da Aston Martin, Pedro de la Rosa, pediu união entre a equipe britânica e a Honda após um início de temporada bastante difícil em 2026, marcado por problemas com a nova unidade de potência japonesa. O ex-piloto ressaltou que a saída da crise só será possível com colaboração: “Estamos juntos com a Honda e vamos sair dessa situação juntos. A única forma é continuar trabalhando com eles”, afirmou em entrevista à Cadena SER.

A situação da Aston Martin também tem gerado muitas especulações sobre a posição de Adrian Newey, que acumula funções de diretor técnico e chefe de equipe. Sua ausência no GP da China, onde Mike Krack assumiu a liderança no circuito, alimentou rumores sobre uma possível mudança na gestão do time. A equipe, porém, garante que tudo está sob controle. “Sempre ficou claro que Adrian não estaria em todas as corridas este ano. Com os meios modernos de comunicação, isso não interfere no seu acompanhamento do trabalho”, afirmou um porta-voz da equipe.

Newey continuará dividindo seu tempo entre Silverstone e as corridas, comandando a direção técnica da Aston Martin, enquanto nomes como Christian Horner, Andreas Seidl e principalmente, Jonathan Wheatley, surgem como possíveis substitutos, caso haja mudanças no futuro.

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Foto: XPB Images

O desempenho da Aston Martin nesta nova era com motores Honda, tem sido alvo de críticas, com a unidade de potência sendo amplamente apontada como causa do déficit de performance. A situação também levantou dúvidas sobre o futuro de Fernando Alonso, que enfrentou dificuldades físicas devido às fortes vibrações do carro em Xangai. De la Rosa reconheceu a importância de proporcionar um carro competitivo ao piloto espanhol: “No esporte, a justiça sempre é feita. Seria justo que Fernando saísse vencendo, não sei se um campeonato ou uma corrida, mas sair pela porta da frente porque é um grande piloto. Ainda não sabemos se este será seu último ano, e acho que ele também não sabe”, acrescentou.

Apesar das dificuldades, De la Rosa manteve uma mensagem de otimismo para a temporada: “Como equipe, temos que continuar sonhando. Ainda há vinte corridas e podemos dar a volta por cima”, finalizou o ex-piloto.