F1: Crise da Aston Martin pode durar até 2027, segundo Brundle

A crise da Aston Martin na Fórmula 1 pode ser mais profunda e duradoura do que se imaginava. O ex-piloto da categoria e atual comentarista, Martin Brundle, fez uma avaliação preocupante da situação da equipe, afirmando que a recuperação pode levar anos.

Segundo Brundle, o cenário atual é agravado pela falta de desempenho e também pela confiabilidade do carro. Para ele, o calendário intenso da categoria e o limite orçamentário tornam ainda mais difícil uma reação rápida da equipe baseada em Silverstone.

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“É um pesadelo, de qualquer forma que você olhe. Eles não têm velocidade nem confiabilidade”, afirmou Brundle durante participação no Sky F1 Show. O comentarista destacou que, com o atual formato da Fórmula 1, será complicado reverter o cenário em pouco tempo.

O britânico também chamou a situação do time britânico de ‘show de horrores’, e sugeriu que a equipe pode demorar até 2027 para apresentar uma evolução significativa. Para ele, será necessário reorganizar a estrutura e definir a direção técnica correta antes de qualquer recuperação consistente: “Eles precisam colocar as pessoas certas na Honda, encontrar a direção correta. Não vai melhorar até 2027. É um show de horror, e vamos ter que observar essa dor”, afirmou o ex-piloto, reforçando sua preocupação com o futuro da equipe.

F1 2024, Fórmula 1, Bahrein, Sakhir
Foto: XPB Images

Mesmo acreditando em algum progresso gradual, Brundle destacou que a diferença para as equipes da frente é atualmente muito grande: “Claro que eles vão evoluir até certo ponto, mas às vezes estão três, quatro segundos por volta atrás. Isso é como se estivessem em outra categoria comparados aos líderes”, acrescentou.

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O início da temporada 2026 tem sido particularmente difícil para a Aston Martin. A equipe conseguiu completar apenas uma das três primeiras corridas do ano, e mesmo assim só com o carro de Fernando Alonso, evidenciando os problemas enfrentados nas primeiras etapas do campeonato.

A situação foi tão delicada que o presidente da Honda, Koji Watanabe, chegou a considerar a conclusão de uma corrida como um marco positivo. Com esse cenário, a avaliação pessimista de Brundle reforça o tamanho do desafio que a Aston Martin terá pela frente no restante da atual temporada da Fórmula 1.